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A NVIDIA encontra-se há mais de um ano em negociações para adquirir uma grande fabricante ligada aos computadores pessoais, um movimento que pode abalar toda a indústria do hardware. De acordo com os detalhes avançados pela SemiAccurate, esta revelação surge a cerca de dois meses da apresentação dos primeiros processadores da marca dedicados a sistemas com Windows 11. O grande destaque vai para os chips NVIDIA N1, desenvolvidos em parceria com a MediaTek, que unem uma arquitetura Arm a um processador gráfico GeForce RTX com foco em portáteis e consolas portáteis.

O plano por detrás do novo hardware

A intenção da fabricante não se limita a fornecer componentes, passando também por controlar parte do produto final. Esta estratégia faz sentido à medida que a NVIDIA procura uma entrada mais agressiva no segmento de portáteis e sistemas completos. No passado, a empresa já testou o lançamento de hardware próprio com a consola Shield Portable em 2013 e, mais tarde, com a Shield TV em 2015, que utilizava chips Tegra para streaming multimédia em 4K com suporte HDR, abrindo as portas ao serviço de jogos na nuvem GeForce NOW.

A parte mais complexa da estratégia já está em andamento com a criação do processador Arm para computadores. As primeiras informações sobre este design surgiram em outubro de 2023, com o claro objetivo de desafiar o domínio histórico da Intel e da AMD. Mais tarde, no CES de janeiro de 2025, foi anunciado o Project DIGITS, que combinou o superchip GB10 Grace Blackwell, reforçando a expansão para formatos de computação mais integrados.

O impacto nas marcas líderes e no mercado

Importa lembrar que a empresa tentou adquirir a Arm em 2020, uma operação que acabou por ser abandonada em 2022 devido a fortes obstáculos regulatórios e ao escrutínio por parte das autoridades dos Estados Unidos, do Reino Unido e da União Europeia. Uma eventual aquisição de um grande fabricante de computadores pode voltar a levantar questões sobre monopólios, integração vertical e a neutralidade do ecossistema tecnológico.

O momento desta possível compra surge numa fase em que muitas empresas enfrentam desafios devido à escassez de memória, ao aumento dos custos de produção e à quebra de vendas no mercado de consumo. A perspetiva de uma aquisição teve impacto imediato na bolsa: as ações da Dell registaram uma subida de 6,2%, enquanto a HP subiu 3,1%. Em contraste, marcas como a Lenovo e a Acer viram o valor das suas ações descer, o que sugere aos analistas que o alvo da compra poderá estar precisamente entre a Dell e a HP.

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