
Os gastos da NVIDIA com o acionamento de garantias dispararam 1000% durante o encerramento do ano de 2025, acompanhados por um aumento substancial também por parte da sua principal rival, a AMD. A revelação destes valores financeiros coloca a descoberto um custo alarmante para manter os componentes gráficos operacionais, levantando dúvidas profundas no mercado sobre os níveis de fiabilidade do hardware de última geração que chega aos consumidores e às empresas.
Segundo uma análise recente divulgada pela Warranty Week, os dados referentes a GPUs discretos apresentam um cenário de gastos sem precedentes para as fabricantes. No entanto, a leitura destes relatórios exige atenção, uma vez que a publicação mistura o conceito de chip gráfico isolado com as placas gráficas completas vendidas pelos parceiros de montagem.

Os números alarmantes das reparações gráficas
A fatura das reparações e substituições atingiu proporções impressionantes. A AMD viu as suas reclamações pagas subirem de 110 milhões de dólares em 2024 para 238 milhões de dólares em 2025. Mas é do lado verde que o choque é maior: a marca passou de 81 milhões para incríveis 894 milhões de dólares no mesmo período, justificando o salto de 1000% sublinhado no relatório.
Ao detalhar os trimestres de 2025, os pagamentos trimestrais da empresa liderada por Jensen Huang também não pararam de crescer, começando nos 147 milhões no primeiro trimestre e escalando até aos 511 milhões de dólares no último. Para agravar o cenário, os fundos de provisão reservados para lidar com futuras avarias refletem a mesma tendência. A AMD reservou 358 milhões de dólares em 2025, enquanto a concorrente colocou de parte uns impressionantes 2.590 milhões de dólares para cobrir problemas técnicos futuros.

Falta de clareza nos dados e o problema dos conectores
Apesar dos valores exatos, a análise carece de uma segmentação limpa. O relatório da Warranty Week não separa explicitamente as avarias registadas no segmento de videojogos, na mineração ou nos potentes sistemas de Inteligência Artificial. Não é possível descortinar com precisão quanto deste montante se refere aos modelos RTX tradicionais para jogadores ou às gamas profissionais e servidores DGX.
A justificação apontada passa, em parte, pelo maior volume de vendas e pelo encarecimento das reparações motivado por tarifas e escassez de memória RAM. Contudo, para os consumidores finais, o impacto prático é sentido noutra frente. Existem relatos diários de utilizadores com gráficas de topo queimadas, englobando séries como as RTX 40, as RX 9070 XT com ligações 12V-2x6 ou as mais recentes RTX 50. Nestes incidentes recorrentes, a gestão das ligações e os picos de energia continuam a ser um desafio técnico latente. Embora as marcas não divulguem publicamente as percentagens de falha por componente específico, o volume financeiro reservado para garantias mostra que o custo do progresso tecnológico tem uma margem de erro milionária.












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