
A placa gráfica Sapphire NITRO+ RX 9070 XT regista mais um caso em que o seu conector de alimentação 12V-2x6 acabou por queimar e derreter. Este é já o nono incidente conhecido a envolver este modelo da marca com o infame problema de ligação, revelado através de uma partilha nos fóruns do Reddit, o que sugere que o número real de equipamentos afetados possa ser ainda superior e que as falhas não se restringem a apenas um fabricante.
O problema não está no consumo de energia
Até agora, este tipo de falha catastrófica era quase sempre associado às placas topo de gama da NVIDIA, nomeadamente as GeForce RTX 4090 e GeForce RTX 5090. Como estas atingem consumos de 450W e 575W respetivamente, o calor extremo parecia a justificação óbvia. No entanto, a gráfica da Sapphire exige consideravelmente menos do sistema. Com um valor térmico de 330W e recorrendo a um adaptador de três cabos de 8 pinos para o formato 12V-2x6, fica provado que a culpa não reside na quantidade de energia bruta, visto que o modelo de referência consome apenas 304W.
O verdadeiro debate técnico recai sobre o contacto físico da ficha. Mesmo com consumos mais modestos, o componente pode falhar se existir um mau contacto, um aumento da resistência local ou uma distribuição desigual da corrente elétrica. Se uma fila de pinos não estiver devidamente encaixada, a carga concentra-se num espaço menor, originando temperaturas extremas que derretem o plástico envolvente. Para piorar a situação, o próprio calor gerado pode fazer com que o cabo vá escorregando para fora do encaixe, deteriorando ainda mais a ligação passo a passo.
Soluções de contingência e alternativas da indústria
É importante notar que este cenário não afeta toda a gama RX 9070 XT de forma homogénea, concentrando-se apenas nas versões que adotaram o cabo de 16 pinos. A própria Sapphire comercializa outras variantes da mesma placa, como as linhas PULSE e PURE, que utilizam os dois conectores tradicionais de 8 pinos e escapam a este risco. Embora o formato 12V-2x6 tenha chegado ao mercado com a promessa de substituir e corrigir as falhas do antigo 12VHPWR, a história mostra que o pesadelo está longe de terminar.
Perante esta vulnerabilidade mecânica, vários fabricantes começaram a implementar as suas próprias camadas de segurança para proteger os utilizadores. A ASUS, por exemplo, introduziu software nos seus modelos de topo capaz de detetar anomalias no fornecimento de energia quando pinos individuais recebem carga a mais. Por seu lado, a MSI optou por intervir diretamente na fonte de alimentação com a tecnologia PSU Safeguard+, que reduz o fornecimento de energia ou encerra o sistema de imediato caso detete temperaturas anormais. Em contrapartida, soluções mais rudimentares passam por pintar a extremidade do cabo com cores chamativas para garantir visualmente o encaixe total, ou até a criação de suportes de ancoragem que forçam a união das peças para evitar que estas se soltem com o uso diário.












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