
O navegador mais popular do mundo volta a estar debaixo de fogo no que diz respeito à proteção de dados dos utilizadores. Um novo relatório, avançado pelo That Privacy Guy, revela que o Google Chrome praticamente não oferece defesas nativas contra o rastreio por impressão digital, deixando várias portas abertas para a recolha de informações sensíveis.
O problema do rastreio invisível
A impressão digital do navegador funciona de forma semelhante a uma impressão digital real, criando um perfil único para cada utilizador com base em dados de hardware como o processador, a placa gráfica e o sistema operativo. O relatório destaca que o navegador da Google deixa as interfaces de programação de áudio, fontes, WebGL, síntese de voz e canvas completamente desprotegidas. Esta ausência de barreiras permite que terceiros acedam facilmente a dados exclusivos, o que compromete o anonimato na web.
Os navegadores modernos evoluíram para plataformas complexas que gerem desde o início de sessão até ao armazenamento de palavras-passe e sincronização de atividades. Ao centralizarem tanta informação, a falta de proteção nativa torna-se uma preocupação maior, especialmente após a empresa ter abandonado os seus planos para a iniciativa Privacy Sandbox. O rastreio ao nível do navegador acaba muitas vezes por estar embutido nas funcionalidades centrais destas ferramentas, em oposição ao software malicioso tradicional que levanta alertas imediatos.
Concorrência oferece soluções nativas mais robustas
O cenário agrava-se quando o desempenho da Google é comparado com as propostas rivais. Um estudo anterior já tinha colocado o Chrome no último lugar de uma avaliação de privacidade com 76 pontos num máximo de 100, onde pontuações mais altas representam piores resultados. O Vivaldi seguiu de perto com 75 pontos, enquanto o Microsoft Edge obteve 63 pontos e o Firefox destacou-se pela positiva com apenas 50 pontos.
Ao contrário da solução da Google, outros navegadores integram opções ativas para mitigar este rastreio. A Mozilla disponibiliza a diretiva privacy.resistFingerprinting nas configurações avançadas do Firefox. O Brave recorre a uma funcionalidade nativa designada por Farbling, que bloqueia scripts de rastreio conhecidos e gera resultados aleatórios a cada sessão sem prejudicar a visualização do utilizador. Por sua vez, a alternativa da Microsoft também garante uma maior segurança através da sua ferramenta de prevenção de rastreio, limitando a recolha de dados não autorizada.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!