
A Microsoft atualizou recentemente as suas diretrizes sobre as características ideais de um computador focado em videojogos, e a conclusão é clara: a empresa já não considera um equipamento moderno para jogar sem pelo menos 32 GB de memória RAM. Embora os 16 GB ainda sejam vistos como uma base de partida funcional, a gigante tecnológica aponta para o dobro da capacidade como o novo padrão para uma experiência fluida no Windows 11.
O peso das aplicações em segundo plano
A recomendação assenta sobretudo na forma como utilizamos os sistemas atuais. O foco deixou de ser exclusivamente o jogo em si, uma vez que a maioria dos jogadores mantém várias ferramentas abertas em simultâneo. Programas como o Discord, navegadores com múltiplas abas, ferramentas de transmissão, utilitários de periféricos e software antivírus consomem uma fatia considerável de recursos.
Num cenário de uso diário, apenas com algumas abas abertas no navegador e aplicações de comunicação ativas, o sistema pode facilmente ultrapassar a barreira dos 15 GB de memória ocupada. Ao tentar executar um título mais exigente numa máquina com apenas 16 GB, o utilizador vai inevitavelmente deparar-se com quebras de rendimento e soluços indesejados nas suas partidas.
Otimização do sistema e os custos de hardware
Apesar dos requisitos mínimos oficiais do sistema operativo continuarem a ser de apenas 4 GB, isso garante apenas as funcionalidades mais limitadas. A sugestão da empresa de Redmond para o patamar dos 32 GB surge numa altura delicada para o mercado de componentes. O valor da memória RAM sofreu uma forte inflação nos últimos tempos, com os preços a multiplicarem-se consideravelmente dependendo da marca e do modelo escolhidos.
Para combater esta exigência crescente de hardware, a tecnológica confirmou em março de 2026 que está a concentrar esforços na melhoria de desempenho interno. O objetivo do projeto, conhecido como Windows K2, passa por reduzir o consumo base de recursos, acelerar o Explorador de Ficheiros e garantir maior estabilidade sob cargas pesadas, otimizando o software em vez de exigir constantemente atualizações dispendiosas aos utilizadores.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!