
A Rockstar Games e a Take-Two estão a intensificar os esforços para evitar um novo adiamento do aguardado GTA 6, mantendo o foco num lançamento a 19 de novembro. Contudo, esta pressão para cumprir prazos parece estar a ter um impacto severo na equipa de desenvolvimento. De acordo com informações avançadas pelo site Wccftech, vários colaboradores começaram a expor condições de trabalho exaustivas e falta de compensação financeira pelas horas exigidas pela administração.
A produtora Rockstar tem estado sob os holofotes, e não apenas pelo jogo em si. Recentemente, a plataforma Glassdoor, que permite aos trabalhadores avaliarem anonimamente as suas empresas, recebeu novos testemunhos preocupantes por parte da força laboral do estúdio.
A pressão intensa na reta final
Um antigo testador de jogos, sediado em Washington, publicou uma avaliação no final de abril onde, apesar de atribuir a pontuação máxima à empresa e elogiar a inovação tecnológica da mesma, destacou a existência de dias caóticos e períodos graves de sobrecarga de trabalho.
A situação parece ser ainda mais complexa noutros estúdios da empresa. Uma segunda avaliação, partilhada por um analista de qualidade da subsidiária na Índia, atribuiu apenas duas em cinco estrelas. O funcionário confirmou estar a trabalhar ativamente no novo GTA 6, mas sublinhou que a carga horária se tornou completamente irrealista para os parâmetros da indústria.
Horas não remuneradas e impacto na saúde
O analista detalhou que a gerência espera a conclusão de tarefas de seis meses em apenas dois a três meses. Mais preocupante ainda é a indicação de que o trabalho suplementar não é pago, com relatos de funcionários a saírem do estúdio às três da manhã. O testemunho deixa um apelo direto à administração, alertando para o impacto negativo destas práticas na saúde mental das equipas que estão a tentar finalizar o título.
Esta realidade contrasta fortemente com o investimento financeiro da empresa. Desde 2019, os custos com pessoal ultrapassaram a marca dos 2,7 mil milhões de euros, levantando questões sobre a recusa em compensar as horas extraordinárias exigidas nesta fase crítica do projeto.
Importa recordar que a empresa já enfrentou controvérsias laborais no final do ano passado, após despedir funcionários no Reino Unido e no Canadá por alegada quebra de sigilo da empresa, uma ação que os trabalhadores na altura classificaram como uma tentativa de travar a sindicalização.












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