
Um novo relatório sobre os hábitos de consumo revela que o drama é o género preferido em todo o mundo. Os dados recolhidos no primeiro trimestre de 2026 mostram também a forte posição de produtoras norte-americanas nas escolhas dos utilizadores de diversas plataformas.
Segundo os dados compilados pelo Privacy Journal, a Netflix é a principal responsável pela criação dos conteúdos mais vistos em 58 países. A produtora destaca-se pela vasta biblioteca de originais e por oferecer modelos suportados por publicidade em várias regiões, o que facilita o acesso do público e aumenta a sua quota de mercado.
Drama lidera mas preferências variam por região
O estudo, que analisou tendências em 101 países através do FlixPatrol, coloca o drama no topo das escolhas em 51 nações, incluindo França, Estados Unidos e Reino Unido. No entanto, os gostos adaptam-se à cultura local. O México destaca-se pelo consumo de terror, a Grécia prefere títulos de fantasia e o Médio Oriente regista uma enorme procura por filmes de ação.
Em países como a Espanha e os Países Baixos, a ficção científica ganha terreno, enquanto nações asiáticas como o Japão continuam a impulsionar o formato de animação, com uma influência clara da sua cultura local neste setor. O formato de comédia domina em sete países, com grande destaque para o mercado indiano e europeu. O crime também marca uma posição forte em onze territórios, com a Irlanda a revelar uma preferência muito vincada por este género.
Produção norte-americana domina ecrãs internacionais
No que toca à origem dos títulos, a América do Norte fornece a maior fatia do entretenimento para 76 países. A Ásia consolida a segunda posição, liderando as preferências internas em 14 nações do continente asiático. Curiosamente, apesar da forte tradição cinematográfica, a Europa não conquista o primeiro lugar em nenhum país analisado, ficando pela segunda posição em 57 territórios.
Atrás da líder incontestável na criação de conteúdos, encontram-se estúdios clássicos como a Warner Bros. Pictures e a Universal Pictures. Em dois países europeus, a HBO Max consegue ultrapassar a concorrência direta, enquanto plataformas como a Amazon e a Apple mantêm uma presença sólida na distribuição regional de géneros específicos, sobretudo na área da fantasia e da ficção científica. Todo este consumo intenso reflete a expansão do mercado global de streaming, que tem um crescimento projetado para os 3,39 biliões de dólares até ao ano de 2034.












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