
O nível de exigência dos videojogos modernos tornou praticamente indispensável o recurso a tecnologias de reescalado de imagem, como o NVIDIA DLSS, o AMD FSR ou o Intel XeSS. Contudo, mesmo com esta ajuda, o hardware por vezes não é suficiente para alcançar a fluidez desejada ou a mítica barreira dos 60 FPS. É neste ponto que entram as tecnologias de geração de fotogramas por inteligência artificial. Embora não sejam a solução perfeita quando a taxa de base já é baixa, tornaram-se uma ferramenta popular para garantir uma jogabilidade mais suave. A grande novidade é que, graças à mais recente atualização da aplicação GameNative, já é possível emular jogos de PC em smartphones e tablets Android tirando partido da geração de fotogramas LSFG-VK do Lossless Scaling, permitindo até quadruplicar os frames.
A revolução começou em 2018 com a apresentação do DLSS pela NVIDIA, cujas bases assentaram o que viria a ser um dos maiores saltos técnicos na indústria. A premissa de usar inteligência artificial para reescalar a imagem e obter mais desempenho sem sacrificar a qualidade visual rapidamente conquistou o mercado. Hoje, soluções como o DLAA mostram que a IA pode ser usada inclusivamente como um antialiasing superior à resolução nativa. Quando a isto se soma a capacidade de intercalar novos fotogramas gerados artificialmente, o salto na fluidez é notório.
Multiplicar o desempenho até quatro vezes no ecrã do telemóvel
A geração de fotogramas funciona através da criação de imagens intermédias com base na informação dos fotogramas reais. Esta abordagem divide opiniões entre os jogadores: enquanto uns elogiam a sensação de fluidez imediata, outros apontam que a latência introduzida pode prejudicar a experiência. Independentemente da preferência pessoal, a ferramenta Lossless Scaling, originalmente lançada na plataforma Steam para computadores, pode agora ser aplicada no ecossistema Android através da versão LSFG-VK integrada no GameNative.

Embora a emulação de títulos de PC em dispositivos móveis tenha evoluído significativamente, o desempenho bruto continua a ser o principal obstáculo. A solução demonstrada pelos programadores no GitHub passa por fixar a taxa de atualização numa marca estável, como os 30 FPS, e aplicar o multiplicador a partir daí. Nos testes realizados com o jogo Alan Wake's American Nightmare, correr a emulação a 30 FPS e ativar a multiplicação x2 (com Flow Scale a 0.75) elevou a cadência para mais de 60 FPS, com um impacto praticamente nulo no processador e na placa gráfica. Ao passar para o modo x3, o jogo atingiu os 80 FPS, e no limite atual de x4, ultrapassou com facilidade a fasquia dos 100 FPS.

Impacto mínimo no hardware do teu Android
O que mais surpreende nesta implementação é a eficiência energética. Durante os testes com o multiplicador máximo (x4), a carga sobre o CPU e a GPU subiu de forma muito ligeira, inicialmente com o modo de desempenho ativo. Contudo, mesmo ao desativar a redução de qualidade, o processador rondou apenas os 70% de utilização, permitindo que o jogo tocasse nos 112 FPS. Esta marca representa quase quatro vezes o valor original de 30 FPS, um feito notável quando comparado com as perdas habituais de 15% a 20% no rendimento base associadas às tecnologias nativas de DLSS ou FSR.
Para tirares partido desta novidade, deves instalar o GameNative 0.9.1 e ativar a geração de fotogramas nas definições da aplicação. Como a ferramenta utiliza a biblioteca Lossless.dll, os ficheiros proprietários não estão incluídos de origem. Para que tudo funcione de forma integrada, o utilizador necessita de possuir o software original adquirido através do Steam. Concluída a configuração, basta abrir o menu sobreposto durante qualquer jogo e selecionar o multiplicador pretendido.
Segundo avançou a Tom's Hardware, esta integração abre um novo leque de possibilidades para os entusiastas que procuram levar a sua biblioteca de PC para qualquer lado com a máxima fluidez visual.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!