
A crescente febre em torno da inteligência artificial tem levado muitos investidores a procurar formas de adquirir participações nas empresas mais promissoras do setor. No entanto, a Anthropic emitiu um aviso sério no seu site oficial, esclarecendo que várias plataformas de investimento privado e de mercados secundários não possuem autorização para comercializar as suas ações. A empresa sublinha que qualquer transação realizada através destas entidades será considerada nula e não será reconhecida nos seus registos oficiais.
Plataformas sem autorização e a resposta do setor
A lista de entidades mencionadas pela empresa como não autorizadas inclui nomes como Open Doors Partners, Unicorns Exchange, Pachamama Capital, Lionheart Ventures, Upmarket e Sydecar. Também foram sinalizadas novas ofertas em plataformas como Hiive e Forge Global. Segundo o comunicado da Anthropic, o controlo sobre a transferência de ações, tanto preferenciais como comuns, é rigoroso e depende da aprovação direta do seu conselho de administração.
Perante este alerta, algumas plataformas reagiram publicamente. A Forge Global afirmou que a sua inclusão na lista foi um erro e que está a trabalhar com a tecnológica para corrigir a situação, garantindo que não facilita transações sem a devida aprovação das empresas privadas. Por sua vez, a Sydecar esclareceu que atua apenas numa vertente administrativa e que exige que os promotores de investimentos comprovem ter as autorizações necessárias antes de avançarem com qualquer operação.
O risco dos mercados secundários e veículos de investimento
A procura por ações da criadora do modelo Claude disparou, com rumores de que a empresa poderá atingir uma avaliação de 900 mil milhões de dólares numa nova ronda de financiamento. Esta elevada procura impulsionou o aparecimento de diversos produtos financeiros, como contratos de futuros em bolsas de criptomoedas ou veículos de investimento especializado (SPVs).
A Anthropic foi particularmente enfática em relação aos SPVs, proibindo a sua utilização para adquirir participações ou investir em rondas de financiamento passadas e futuras. O risco para o investidor é elevado, uma vez que estes esquemas podem envolver derivados que apenas seguem o valor da empresa sem conferir a propriedade real das ações, ou, em casos mais graves, tratar-se de fraudes completas que aproveitam o entusiasmo em torno da inteligência artificial.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!