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carregamento de carro elétrico

O mercado global de veículos elétricos registou a marca de 1,6 milhões de unidades vendidas em abril de 2026, elevando o total acumulado do ano para uns impressionantes 5,6 milhões. De acordo com os dados mais recentes partilhados pela Electrek, baseados em relatórios da Benchmark Mineral Intelligence, a Europa consolidou-se como a locomotiva deste crescimento, compensando o abrandamento verificado em regiões como a China e a América do Norte.

O crescimento imparável no mercado europeu

Em solo europeu, o dinamismo das vendas continua a surpreender, com um aumento homólogo de 27% em abril, o que representa mais de 400.000 veículos entregues. Mercados como o da Alemanha e da França registaram subidas de 33% e 36% respetivamente no acumulado do ano, enquanto a Itália viu o seu mercado quase duplicar graças aos novos incentivos estatais. O aumento dos preços dos combustíveis, muito associado aos conflitos geopolíticos no Médio Oriente, tem servido de incentivo extra para que mais condutores abandonem os motores a combustão para aliviar a sua fatura mensal.

A influência das fabricantes chinesas também é cada vez mais visível no Velho Continente. Atualmente, os carros fabricados na China já representam 22% das vendas elétricas na Europa, contra os 19% registados no ano passado. Para contornar barreiras à exportação, marcas como a BYD estão a acelerar a produção em unidades locais, como a fábrica de Szeged na Hungria. Até mesmo a Volkswagen admitiu a possibilidade de partilhar os seus espaços de fabrico com rivais asiáticos como uma solução inteligente para a capacidade excessiva de produção na região.

A realidade contrastante na América do Norte e na China

Do outro lado do Atlântico, a situação é mais desafiante. As vendas na América do Norte caíram 25% no acumulado do ano, com o México a ser a única exceção notável com um crescimento de quase 50%. No Canadá, embora os números gerais tenham descido 7%, o governo local lançou um programa de acessibilidade que oferece incentivos que podem chegar aos 3.350 euros por veículo. Nos Estados Unidos, a Rivian já iniciou a produção para clientes do modelo R2 no Illinois e planeia expandir a sua capacidade anual na Geórgia para as 300.000 unidades, com o arranque previsto para o final de 2028. Elon Musk confirmou ainda que a Tesla iniciou a produção do Cybercab, embora maiores volumes não sejam esperados antes do final de 2026.

Na China, o cenário doméstico apresentou uma quebra de 17%, justificada por alterações nos subsídios que tornaram os modelos mais pequenos menos apelativos para o consumidor local. Contudo, se as vendas internas abrandaram, a vertente exportadora está em plena ebulição. Só em abril, a China exportou mais de 400.000 veículos elétricos, duplicando os resultados do ano anterior e inundando mercados no Sudeste Asiático e na América do Sul com as suas propostas tecnológicas.

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