
A transição energética na Noruega está a atingir um marco histórico. Em maio, os veículos movidos a bateria dominaram completamente as novas matrículas, alcançando uma impressionante quota de 97,8%. Os dados revelam que o fim dos motores a combustão é já uma realidade no país, de acordo com as informações avançadas pelo OFV (Conselho de Informação de Tráfego Rodoviário da Noruega).
Domínio absoluto sem margem para combustão
Para se ter uma ideia clara do cenário, de um total de 15 560 novos ligeiros de passageiros registados durante o mês de maio, uns impressionantes 15 210 eram 100% elétricos. Desde o início do ano, a quota média fixou-se nos 98%, o que mostra que o país lidera a mudança europeia de forma incontestável.
Os motores tradicionais ficaram reduzidos a uma presença puramente residual. O gasóleo garantiu apenas 118 viaturas (0,8%), enquanto a gasolina ficou-se pelas 32 unidades (0,2%). Os híbridos também não foram além de valores marginais, confirmando que o consumidor local já fez a sua escolha definitiva.
Apesar destes números expressivos na quota de adoção, o volume geral de vendas abrandou. Quando comparado com o mesmo mês de 2025, houve uma quebra de 9,1% nas matrículas. O diretor-geral do conselho norueguês alerta que, se o ritmo de vendas se mantiver baixo a longo prazo, a renovação da frota automóvel nacional poderá ser prejudicada.
Marcas na liderança e novas dinâmicas de consumo
Ao olhar para os construtores, a Tesla continua a ditar as regras com o seu Model Y. O popular SUV assegurou 3126 novas matrículas só em maio, fruto de um forte aumento nas entregas registado na reta final do mês.
A Toyota destacou-se logo a seguir com o Urban Cruiser e o C-HR+, assegurando o segundo e terceiro lugares, enquanto opções da Volkswagen, BMW e Volvo continuam a preencher as listas de preferências. É também interessante notar a forma como as marcas estão a segmentar o público neste mercado competitivo. Enquanto a marca norte-americana e as novas opções chinesas cativam sobretudo compradores com uma média de idades na casa dos 43 anos, os modelos recentes da Toyota estão a convencer um público bastante mais maduro, com uma média a rondar os 63 anos.
E os carros usados?
A tendência de eletrificação também já se reflete de forma expressiva nas trocas de dono. Embora os veículos a gasóleo ainda tenham liderado as mais de 41 mil transferências de propriedade efetuadas em maio, os elétricos seguem de muito perto.
No cômputo geral dos primeiros cinco meses do ano, os veículos a bateria já assumiram a liderança no segmento de usados na Noruega, com uma quota de 34,4%. Esta evolução prova que o forte efeito de adoção visto nos carros saídos do stand está rapidamente a infiltrar-se em todas as camadas da população.












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