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prisão arame farpado

Dois especialistas em informática, Muneeb e Sohaib Akhter, levaram a cabo um ataque informático destrutivo contra o governo dos Estados Unidos após serem afastados de uma empresa de serviços tecnológicos. Em apenas 60 minutos, os gémeos conseguiram eliminar 96 bases de dados e roubar informações confidenciais de centenas de pessoas como forma de vingança.

De acordo com o relato avançado pela Ars Technica, esta não era a primeira vez que a dupla enfrentava problemas legais, tendo já antecedentes criminais por fraude eletrónica em 2025. Apesar do seu passado, os irmãos conseguiram emprego numa firma sediada em Washington D.C., que prestava suporte de software a dezenas de clientes federais em todo o país.

Uma hora de destruição sistemática

O plano de retaliação começou a ganhar forma no início de fevereiro de 2025, quando os irmãos obtiveram ilegalmente uma palavra-passe em texto simples do portal público da Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC). Ao pressentirem que a empresa se preparava para os despedir devido à descoberta do seu cadastro criminal, os Akhter guardaram as credenciais para lançar um ataque coordenado mal fossem notificados.

No dia 18 de fevereiro de 2025, logo após o despedimento, a vingança foi executada. Enquanto Sohaib viu os seus acessos bloqueados rapidamente, Muneeb utilizou credenciais de administrador que ainda estavam ativas para entrar nos sistemas. Em poucos minutos, impediu que outros utilizadores se ligassem às plataformas e começou a eliminar dados sensíveis, incluindo registos do Departamento de Segurança Nacional.

Para garantir que não deixava rastos, Muneeb recorreu a ferramentas de IA para aprender a apagar permanentemente os registos de servidores SQL e as entradas do Windows Server 2012. Esta eficiência permitiu que, num curto espaço de tempo, fossem descarregados mais de 1.800 ficheiros confidenciais.

Captura e condenação judicial

Após a limpeza digital, os irmãos contaram com o apoio de um cúmplice anónimo para reinstalar os sistemas operativos nos computadores portáteis da empresa, numa tentativa de esconder as evidências do crime. No entanto, as autoridades norte-americanas realizaram buscas à residência de Sohaib três semanas depois, onde apreenderam computadores e várias armas de fogo ilegais.

A investigação policial confirmou a eliminação massiva de dados e o roubo de informações pessoais de centenas de indivíduos. Muneeb acabou por admitir todos os crimes perante a justiça, enquanto Sohaib tentou contestar as acusações, mas acabou por perder o julgamento. Já detido, Muneeb continuou a enviar cartas ao juiz do processo, alegando que o seu advogado de defesa falhou durante o caso e reafirmando a sua suposta inocência.

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