
O navegador Mozilla Firefox recebeu um forte impulso no velho continente ao conquistar mais de seis milhões de novos utilizadores devido à entrada em vigor da Lei dos Mercados Digitais (DMA). Segundo os dados partilhados pela fundação e avançados pelo The Register, as novas janelas de escolha obrigatória de navegador web estão a ter um impacto massivo, levando a que uma pessoa opte por este software a cada dez segundos. Mais importante ainda, a taxa de retenção destas novas contas é cinco vezes superior à registada através de outros métodos de instalação.
O impacto direto nos dispositivos móveis
A legislação europeia forçou plataformas de peso como a Apple, a Google e a Microsoft a reduzir as vantagens artificiais dos seus próprios serviços. Com a obrigação de apresentar alternativas aos habituais Safari e Chrome, os consumidores ganharam a liberdade de abandonar o navegador que vem instalado de fábrica. O efeito mais notório ocorreu no ecossistema do iOS. Quinze meses após a introdução desta janela de escolha, uma análise demonstrou que a utilização do Firefox disparou 113% na União Europeia, quando comparada com dezenas de outros países onde as normas não se aplicam.
A diferença de crescimento face ao ecossistema concorrente
No universo Android, o cenário apresenta contornos diferentes, com um crescimento mais modesto na ordem dos 12%. Isto indica que quem usa o sistema móvel se sente genericamente mais confortável com a opção de origem do que os donos de iPhone e iPad com o Safari. A explicação prende-se também com a forma como a escolha é apresentada aos consumidores.
No iOS, o utilizador depara-se com a lista de opções assim que tenta abrir o Safari pela primeira vez, o que abrange de imediato grande parte da base instalada. No caso do Android, esta seleção aparece sobretudo durante a configuração inicial de um novo telemóvel ou após repor as definições de fábrica.
O desafio que resta nos computadores
O impacto destas regras estende-se a outras opções do mercado. Navegadores focados na privacidade ou em recursos específicos, como o Aloha, Brave, Vivaldi, Ecosia e DuckDuckGo, também registaram subidas expressivas de utilizadores no espaço europeu após a aplicação da lei.
Apesar do sucesso no segmento móvel, a fundação que gere o Firefox lembra que a lei tem tido um efeito muito menor nos computadores. Cerca de 310 milhões de máquinas de secretária e portáteis na União Europeia continuam sem apresentar uma janela de escolha ativa e equivalente à que foi implementada nos telemóveis, uma lacuna que a organização espera ver corrigida num futuro próximo.












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