
A Samsung está a redefinir a sua estratégia no mercado dos relógios inteligentes face à crescente pressão das empresas rivais vindas da China. De acordo com os dados mais recentes da Counterpoint Research, publicados pelo portal XimiTime, a quota de mercado da gigante sul-coreana neste segmento recuou para os 7% em 2025. Para contrariar esta tendência de quebra, a empresa decidiu focar os seus esforços no desenvolvimento de ferramentas de saúde baseadas em inteligência artificial e na consolidação de um ecossistema mais forte de dispositivos vestíveis.
O avanço das marcas chinesas e a perda de terreno
O relatório da consultora revela uma alteração significativa no panorama global dos relógios inteligentes. Embora a Apple continue na liderança isolada com uma quota de 23% em 2025, a Huawei subiu substancialmente para os 17%, enquanto a Xiaomi alcançou os 9% de penetração global. Em contraste, a tecnológica sul-coreana caiu para a quarta posição com os referidos 7%, um recuo notório quando comparado com o segundo lugar e os 10% de quota que detinha no ano de 2022.
Esta perda de espaço deve-se em grande parte à expansão rápida da Huawei no seu mercado doméstico e à política de preços altamente agressiva da concorrência. Adicionalmente, as marcas chinesas têm conseguido expandir a sua presença através de relógios mais acessíveis e de uma integração profunda de sistemas que unem telemóveis, tablets e equipamentos domésticos conectados, criando uma experiência contínua para o utilizador.
Inteligência artificial e foco médico como trunfos
Para inverter este cenário desfavorável, a nova abordagem da marca centra-se na monitorização avançada de saúde através de algoritmos inteligentes e numa maior integração com os restantes produtos da gama Galaxy. Atualmente, a plataforma de saúde da empresa já regista 77 milhões de utilizadores ativos mensais e 46 milhões de utilizadores semanais, sendo que as métricas de treino registaram um crescimento de quase 50% face a 2025.
Como parte deste plano de recuperação, está previsto o lançamento de um treinador de corrida virtual baseado em inteligência artificial ainda durante o ano de 2025. Este sistema será capaz de realizar um teste de análise de 12 minutos, classificar a capacidade do utilizador numa escala de 1 a 10 e gerar programas de treino totalmente personalizados.
A vertente médica também assume um papel central, dividindo-se na monitorização do sono, controlo de exercício físico, gestão de nutrição e análise de saúde mental. Os novos dispositivos passam a incluir melhorias substanciais em recursos como o eletrocardiograma, avisos de ritmo cardíaco irregular e deteção precoce de síncope vasovagal. Segundo a empresa, a combinação dos sensores integrados com os novos algoritmos consegue analisar a variabilidade cardíaca em tempo real e emitir alertas preventivos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.












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