
Se estás a planear atestar o depósito na próxima semana, temos boas e menos boas notícias. Os preços dos combustíveis vão registar uma descida acentuada em território nacional, mas o governo vai aproveitar a ocasião para reduzir o apoio estatal. Segundo a portaria oficial publicada no Diário da República, o desconto aplicado ao Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) vai sofrer um corte face à descida nas bombas, cenário que é igualmente antecipado pelas previsões da Anarec.
Descida de 12 cêntimos na bomba de combustível
De acordo com a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, os condutores podem esperar uma descida de 12 cêntimos por litro a partir de segunda-feira. Esta quebra significativa será aplicada tanto na gasolina simples 95 como no gasóleo rodoviário.
Com base nos dados mais recentes da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e considerando os valores de fecho do mercado, o preço médio deverá fixar-se nos 1,904 euros por litro para a gasolina. Já no caso do gasóleo simples, o valor por litro poderá atingir os 1,837 euros.
Menos apoio do Estado no imposto petrolífero
Perante esta descida dos valores de venda ao público, o documento oficial do executivo indica uma retração no apoio extraordinário. A redução do desconto no ISP será de 1,9 cêntimos por litro para o gasóleo e de 1,8 cêntimos para a gasolina sem chumbo.
Na prática, isto significa que os descontos temporários da taxa do ISP no continente passam a ser de 43,80 euros por cada 1000 litros de gasóleo e de 42,18 euros por cada 1000 litros de gasolina.
A medida foi inicialmente justificada pelo impacto social e económico gerado pelo aumento extraordinário do petróleo, motivado pela crise geopolítica e militar no Médio Oriente. O mecanismo pretende devolver a receita fiscal adicional do IVA através desta redução no ISP, sempre que o aumento de preço ultrapasse a fasquia dos 10 cêntimos em relação aos valores registados no início de março.












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