
O novo topo de gama da marca acaba de assegurar a terceira posição no prestigiado ranking global de câmaras, somando 170 pontos na avaliação rigorosa da especialista independente. De acordo com os testes publicados pela DXOMARK, o Vivo X300 Ultra conseguiu superar concorrentes de peso como o iPhone 17 Pro e o Oppo Find X8 Ultra, que se encontram empatados no quarto lugar com 168 pontos. Curiosamente, este modelo mais avançado ficou ligeiramente atrás do seu irmão X300 Pro, que mantém a segunda posição com 171 pontos. O primeiro lugar absoluto da tabela continua a pertencer ao Huawei Pura 80 Ultra, que lidera com 175 pontos.
Desempenho fotográfico natural e lentes melhoradas
A análise detalhada ao telemóvel chinês revela um desempenho fotográfico de excelência, especialmente nas capturas de paisagens e em modo retrato. Nestes cenários, o dispositivo é capaz de produzir imagens com tons de pele bastante naturais e detalhes cristalinos, desde que a iluminação seja favorável. A integração de uma lente de 35 milímetros tem um papel fundamental, entregando um aspeto realista e envolvente às fotografias. O efeito de desfoque no modo retrato é considerado um dos mais eficazes do mercado, ainda que a simulação seja subtilmente menos agressiva do que a encontrada no modelo Pro.

No cômputo geral, as imagens destacam-se por uma exposição clara, cores vibrantes e um excelente alcance dinâmico. O sistema de zoom ótico também não desilude, com a lente telefoto a conseguir preservar um nível muito elevado de detalhes mesmo a longas distâncias, suportada por um sistema de estabilização bastante capaz. A câmara grande angular apresenta também um salto qualitativo notável face à geração anterior, fruto de melhorias ao nível do hardware e do próprio processamento de imagem.
Os desafios do processamento e da captação de vídeo
Apesar dos elogios, o dispositivo não está isento de falhas quando sujeito a cenários mais complexos. Um dos principais obstáculos identificados é a dificuldade em manter um foco perfeito em fotografias de grupo, especialmente quando os sujeitos se encontram a diferentes distâncias da câmara. A captação de vídeo também apresenta um desempenho marginalmente inferior ao da variante Pro, evidenciando alguns problemas com o alcance dinâmico e o aparecimento de ruído em ambientes mais escuros.
Outro fator que penaliza o resultado final é a forte dependência da inteligência artificial para otimizar as imagens, algo que tem o seu custo em situações de iluminação adversa. Em cenas com pouca luz ou com uma forte luz de fundo, o sistema tende a gerar texturas artificiais nos rostos e a introduzir efeitos visuais pouco naturais. Nestes cenários mais exigentes, tanto a nitidez como a exposição podem sofrer variações consideráveis, mostrando que ainda há espaço para aperfeiçoar o algoritmo de processamento fotográfico da marca.












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