
Após vários anos a integrar funcionalidades avançadas no seu motor principal, a gigante tecnológica decidiu oferecer uma alternativa para apaziguar os criadores de conteúdo. Segundo a Google, os administradores de páginas web vão passar a ter a opção de excluir os seus domínios dos resultados gerados por inteligência artificial através de uma ferramenta simples.
Controlo total no Search Console
Mais de três anos após o início da implementação das visões gerais por IA e um ano após a chegada do AI Mode, a empresa revelou que vai iniciar os testes de um novo interruptor na plataforma Search console. Esta adição permite aos proprietários de sites decidir se querem que as suas páginas alimentem e apareçam nas respostas mais recentes da pesquisa.
Os testes vão arrancar de forma limitada com um pequeno grupo de administradores no Reino Unido, antes da expansão a nível global. As páginas que optarem por ficar de fora não vão receber tráfego ou impressões destas secções de texto gerado de forma artificial. No entanto, a tecnológica garante que esta escolha não será usada como fator de penalização na classificação dos resultados tradicionais.
Para ajudar nesta tomada de decisão, vão ser introduzidas novas métricas detalhadas. Será possível analisar exatamente que páginas aparecem nas respostas artificiais e em que países ocorrem, com a promessa de entrega de dados adicionais ao longo do tempo para otimizar estratégias editoriais.
Tensão entre editores e a inteligência artificial
A marca afirma que continua a ouvir ativamente a opinião de quem produz conteúdo na internet e que tem mantido contacto com entidades reguladoras, como a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, para adaptar o ecossistema às necessidades de todos os envolvidos.
Este anúncio surge poucas semanas após a conferência de programadores I/O 2026, onde foi apresentada uma caixa de introdução de dados dinâmica, capaz de processar vídeos, imagens e ficheiros complexos. A revelação na altura levantou receios imediatos na indústria sobre o possível fim do tráfego orgânico que sustenta milhares de negócios.
O descontentamento tem vindo a crescer entre as empresas e publicações que fornecem a informação original necessária para manter estes sistemas em funcionamento. O diretor executivo da Condé Nast, Roger Lynch, expressou esta preocupação de forma clara numa entrevista recente, revelando que aconselhou as suas equipas a operarem como se a procura online deixasse de existir, estimando que as visitas enviadas pelo motor de busca caiam para percentagens de apenas um dígito no futuro.












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