
A Google começou a testar novos controlos e relatórios no Search Console para monitorizar a visibilidade dos sites nas funcionalidades de pesquisa baseadas em inteligência artificial. De acordo com informações avançadas pelo Search Engine Journal, estas novidades incluem um botão para bloquear a presença do site nos resumos gerados por IA e um painel dedicado para analisar as impressões destas ferramentas, sendo que a fase inicial de testes está limitada a um grupo de proprietários de sites no Reino Unido antes de uma expansão global.
O novo controlo de visibilidade na pesquisa
Os administradores de plataformas digitais passam a ter a capacidade de usar um botão simples para impedir que o seu conteúdo seja exibido no AI Overviews, no AI Mode e nos resumos de IA do Discover. A empresa sublinha que utilizar esta opção para remover o site destas experiências de nova geração não afeta negativamente o posicionamento orgânico nos resultados de pesquisa tradicionais.
Esta funcionalidade vem juntar-se a outras ferramentas anteriores que dão controlo aos criadores, como as definições de excertos de pesquisa ou o protocolo Google-Extended, que impede os modelos de linguagem de usarem o conteúdo de uma página para treino. A principal diferença agora é que esta opção foca-se exclusivamente em retirar a página das experiências de pesquisa geradas de forma dinâmica e em tempo real.
Relatórios de desempenho e limitações atuais
Além do novo bloqueio, a ferramenta recebe relatórios de desempenho desenhados especificamente para a inteligência artificial. Os proprietários podem finalmente ver o número de impressões que os seus URLs geraram nestas secções, com filtros que dividem os dados de forma pormenorizada por página, país, dispositivo e data, chegando a um nível de precisão de hora a hora.
No entanto, falta um detalhe crucial para quem gere tráfego na web: os cliques. Os novos relatórios mostram quantas vezes a página apareceu nos resumos, mas omitem dados diretos sobre a taxa de cliques e as métricas exatas das consultas dos utilizadores. A gigante das pesquisas afirma estar a colaborar com os proprietários de sites para descobrir quais as métricas mais úteis e planeia introduzir mais dados ao longo do tempo.
A pressão da concorrência no mercado
Enquanto a Google dá os primeiros passos para separar o tráfego orgânico tradicional da visibilidade em inteligência artificial, a concorrência já leva avanço. A Microsoft lançou um painel de desempenho de IA no Bing Webmaster Tools em fevereiro, acrescentando ferramentas de mapeamento de consultas em março e relatórios de partilha de citações em maio.
A chegada destas métricas à consola de pesquisa mais usada do mundo resolve parte do problema de quem via os dados baralhados num único pacote. Contudo, a ausência de valores concretos sobre a conversão real dessas impressões em visitas diretas deixa a comunidade a aguardar pelas próximas atualizações para entender o verdadeiro impacto da inteligência artificial no tráfego dos sites.







Nenhum comentário
Seja o primeiro!