
O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, a maior organização humanitária do planeta, confirmou ter sido alvo de uma intrusão informática que comprometeu os seus sistemas de segurança. O incidente afetou diretamente a aplicação de autoregisto utilizada pela agência para gerir a assistência humanitária na Faixa de Gaza.
De acordo com o comunicado oficial partilhado pela entidade no seu canal oficial do Telegram, os atacantes conseguiram obter acesso indevido a uma base de dados que continha informações pessoais sensíveis dos beneficiários em toda a região. Entre os dados expostos encontram-se nomes completos, números de identificação, contactos telefónicos e detalhes geográficos sobre as zonas de residência registadas.
Apoio humanitário mantém-se inalterado
Apesar da gravidade do ciberataque, a organização garantiu que a distribuição de bens essenciais não será afetada. Os cidadãos que já se encontram inscritos nos programas de assistência continuarão a receber apoio alimentar, financeiro e logístico de forma totalmente normal, sem necessidade de realizarem qualquer atualização, eliminação ou novo registo dos seus dados.
Como medida preventiva imediata, a plataforma informática visada foi suspensa temporariamente. Esta paragem técnica visa permitir a implementação de melhorias urgentes na segurança e na proteção dos servidores afetados. O PAM encontra-se atualmente a investigar os contornos do incidente e mantém uma monitorização contínua sobre a estabilidade das suas redes.
Impacto chega a milhares de famílias
Embora a agência da ONU não tenha divulgado publicamente o número exato de pessoas afetadas, fontes internas partilhadas com o veículo The New Humanitarian indicam que a intrusão ocorreu no dia 14 de maio. Estima-se que os piratas informáticos tenham conseguido copiar as informações de aproximadamente 600 mil agregados familiares palestinianos na Faixa de Gaza.
Face ao sucedido, a organização emitiu ainda um alerta direcionado à população local. Os beneficiários foram aconselhados a desconfiar de quaisquer abordagens feitas em nome do Programa Alimentar Mundial que envolvam pedidos de dinheiro ou a partilha de mais informações privadas, reforçando a recomendação de não clicar em hiperligações ou mensagens suspeitas.












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