
A agência de cibersegurança norte-americana CISA emitiu um aviso sério sobre uma vulnerabilidade de elevada gravidade no software Serv-U da SolarWinds, que está a ser aproveitada por atacantes para bloquear servidores à escala global. A falha afeta a aplicação de transferência de ficheiros utilizada tanto em Windows como em Linux. Conforme detalhado no comunicado de segurança da SolarWinds, o problema foi corrigido recentemente com o lançamento de uma atualização de emergência, mas os ataques continuam ativos no terreno.
O problema de segurança, registado como CVE-2026-28318, reside na forma como o sistema processa pedidos POST maliciosos, permitindo que utilizadores não autenticados causem uma negação de serviço através do consumo descontrolado de recursos. Para mitigar esta falha, a tecnológica disponibilizou o Serv-U 15.5.4 Hotfix 1. Caso os administradores de sistema não consigam aplicar a correção de imediato, a recomendação passa por bloquear pedidos que contenham a instrução de codificação afetada e limitar o acesso a endereços IP confiáveis.
Milhares de servidores expostos na internet
De acordo com dados de plataformas de monitorização como a Shodan, existem atualmente mais de 12 mil servidores Serv-U expostos diretamente online, enquanto a Shadowserver contabiliza pouco mais de 3100 sistemas visíveis. Perante este cenário de risco, a agência governamental dos Estados Unidos incluiu a vulnerabilidade no seu catálogo de ameaças ativas e ordenou que todos os organismos federais civis atualizem as suas máquinas até ao dia 19 de junho. Embora a diretiva seja obrigatória para o setor público norte-americano, o aviso estende-se a todas as empresas privadas e defensores de redes informáticas, que devem proteger as suas infraestruturas com a máxima rapidez.
Histórico de ataques a ferramentas de transferência
Esta não é a primeira vez que as soluções da SolarWinds se tornam o alvo preferencial de cibercriminosos ou de grupos de espionagem apoiados por estados estrangeiros. Em anos anteriores, vulnerabilidades no mesmo software foram exploradas pelo grupo de ransomware Clop para invadir redes corporativas e desviar dados confidenciais de clientes. Da mesma forma, atacantes de origem chinesa recorreram a falhas semelhantes para campanhas de espionagem digital. Mais recentemente, a comunidade de segurança detetou outras falhas de navegação de diretórios a serem ativamente aproveitadas no espaço cibernético, demonstrando a necessidade contínua de manter os sistemas atualizados.












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