
A Oracle emitiu um aviso de segurança sobre uma vulnerabilidade zero-day crítica na sua plataforma PeopleSoft Suite, que está a ser explorada ativamente em ataques de extorsão. Segundo os detalhes partilhados no boletim de segurança oficial, o problema afeta diretamente o PeopleTools e permite que agentes maliciosos executem código remotamente sem qualquer tipo de autenticação prévia.
Impacto da vulnerabilidade e medidas de emergência
A falha, identificada como CVE-2026-35273, obteve uma pontuação base de gravidade de 9.8 na escala CVSS, espelhando o risco extremo para as infraestruturas empresariais. As versões confirmadas como vulneráveis incluem o PeopleSoft Enterprise PeopleTools 8.61 e 8.62.
De forma a proteger as aplicações corporativas dos clientes, a empresa já disponibilizou medidas de mitigação de emergência para bloquear a exploração da vulnerabilidade, enquanto prepara o lançamento de uma atualização definitiva que deverá chegar em breve. O risco de não aplicar estas defesas é imediato, uma vez que o sucesso do ataque resulta num cenário de execução remota de código no servidor visado.
O envolvimento do grupo ShinyHunters
O alerta oficial surge no seguimento de relatórios que confirmam a utilização deste zero-day pelo conhecido grupo cibercriminoso ShinyHunters para comprometer sistemas e desviar informação confidencial. Especializados em invadir serviços na cloud e plataformas de gestão empresarial de grande escala, estes piratas informáticos têm um longo histórico de ataques direcionados.
Os próprios membros do grupo assumiram a autoria dos ataques recentes, revelando que utilizam uma cadeia de vulnerabilidades antigas combinada com este novo zero-day para penetrar nas instâncias do software. Até ao momento, alegam ter extraído informações de 300 instalações, prejudicando mais de uma centena de organizações. A tática habitual passa por descarregar toda a informação do servidor e exigir o pagamento de um resgate chorudo para evitar que os dados sejam expostos publicamente na internet.
Especialistas da indústria recomendam vivamente que os administradores revejam os registos de ligação em busca de endereços de rede maliciosos já identificados em ataques anteriores para apurar se foram ou não vítimas desta campanha de roubo de dados.












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