
A Kyushu Electric Power Company revelou um incidente de segurança física que afeta as informações privadas de mais de 10 milhões de clientes. Segundo o comunicado oficial, um dispositivo de armazenamento externo desapareceu das instalações da empresa no Japão.
O desaparecimento na sala de servidores
A empresa elétrica explica que a sua equipa de tecnologias de informação realiza cópias de segurança regulares para gerir o espaço nos servidores. Devido a limitações de capacidade, no dia 27 de abril foi utilizado um disco externo para completar a tarefa.
O equipamento foi guardado num armário dentro da sala de servidores, um local protegido por múltiplas camadas de segurança física. No entanto, a 26 de maio, quando os funcionários tentaram recuperar o dispositivo, descobriram que o armário tinha sido deixado destrancado e o disco estava desaparecido.
Impacto nos clientes e investigação em curso
A Kyushu Electric fornece eletricidade a toda a região de Kyushu, que conta com uma população de 12,6 milhões de pessoas. A empresa indicou que o incidente afeta até 10,9 milhões de contas. A perda destes dados inclui nomes de clientes, moradas dos locais de serviço, históricos de consumo de eletricidade, números de telefone e os nomes dos fornecedores de energia a retalho.
A organização esclareceu que nenhuma informação sobre contas bancárias ou cartões de crédito estava guardada na unidade. Os clientes afetados vão ser notificados individualmente.
Desde a constatação do desaparecimento, a empresa interrogou todos os funcionários que entraram na sala de servidores e conduziu várias investigações, mas sem sucesso na localização do dispositivo. As informações partilhadas indicam que 57 pessoas tinham acesso ao espaço e que a empresa apresentou queixa na polícia a 4 de junho, suspeitando de remoção indevida do disco.
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão estabeleceu o dia 8 de julho como prazo para a empresa apresentar um relatório completo sobre os detalhes do incidente e as medidas preventivas adotadas. A falha foi também reportada à Comissão de Proteção de Informações Pessoais do Japão e às respetivas autoridades governamentais. A investigação contempla todas as possibilidades, incluindo a remoção não autorizada do equipamento.












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