
O CEO da Snap, Evan Spiegel, apresentou os novos óculos de realidade aumentada da empresa, batizados de Specs, defendendo que o produto não deve ser visto como apenas mais uns óculos inteligentes, mas sim como um verdadeiro computador transparente. De acordo com declarações exclusivas partilhadas com a Engadget logo após o evento AWE, o responsável máximo da tecnológica explicou que o grande objetivo deste dispositivo é sobrepor a computação ao mundo real, tornando a interação com a tecnologia muito mais humana e natural.
Mais do que capturar vídeos em segredo
Ao contrário de outras propostas concorrentes, como os óculos da Meta desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, a Snap quer distanciar-se das polémicas de privacidade. Spiegel criticou o uso de reconhecimento facial e sublinhou que os Specs não foram feitos para gravar conteúdos de forma furtiva. O controlo rígido sobre o sistema de programadores permite à marca moderar as aplicações disponíveis e assegurar que estas cumprem as regras de segurança estabelecidas. O executivo considera que as pessoas se vão sentir mais confortáveis quando perceberem que o utilizador está apenas a mexer num computador comum, em vez de filmar sem autorização.
Além disso, a tecnológica ponderou o impacto junto dos mais novos, especialmente após o Reino Unido anunciar restrições no acesso às redes sociais para menores de 16 anos. Embora os óculos sejam direcionados para o público adulto, a aplicação dedicada inclui controlos parentais para limitar as experiências disponíveis aos adolescentes.
Um formato refinado com preço de luxo
No que toca ao design, este novo modelo apresenta melhorias notáveis face à versão para programadores lançada em 2024. Embora as hastes continuem bastante espessas, a estrutura frontal adotou um formato mais estreito e arredondado, abandonando as linhas quadradas do passado. Durante a conversa, foi possível ver perfeitamente os olhos do CEO através das lentes, que contam ainda com uma funcionalidade de escurecimento total semelhante a uns óculos de sol tradicionais.
O preço de lançamento foi fixado nos 2195 dólares, o que se traduz em cerca de 2050 euros, tornando-o no produto mais caro deste segmento. A empresa reconhece o valor elevado, comparável ao do Apple Vision Pro, mas justifica-o com o poder computacional integrado, mantendo o objetivo a longo prazo de reduzir os custos para tornar esta tecnologia acessível a mais utilizadores.












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