
O estado de Illinois, nos EUA, está a preparar uma alteração legislativa que pretende proibir explicitamente os condutores de utilizarem óculos inteligentes ao volante. A medida surge numa altura em que este tipo de tecnologia se começa a popularizar, seguindo uma tendência semelhante à que se verificou com os relógios inteligentes no passado. A informação foi avançada originalmente pelo portal Gizmodo.
A proposta de alteração na lei local clarifica que as exceções atuais para a utilização de dispositivos em modo "mãos livres" ou por comandos de voz deixam de se aplicar aos óculos inteligentes com inteligência artificial. De acordo com os documentos oficiais disponíveis no site da Assembleia Geral de Illinois, a restrição mantém-se mesmo quando o veículo se encontra imobilizado devido ao trânsito, exceto se a transmissão estiver em ponto morto ou em posição de estacionamento.
Sem distinção entre áudio e ecrãs incorporados
O texto da proposta legislativa foca-se genericamente em óculos inteligentes dotados de inteligência artificial. Isto significa que as restrições são aplicadas de forma igual tanto a modelos focados em áudio como a dispositivos mais avançados que incluem ecrãs de realidade aumentada, como é o caso dos recém-lançados Snap SPECS.
A ausência de uma distinção técnica clara visa facilitar o trabalho das autoridades policiais nas estradas. Para um agente de fiscalização rodoviária, seria extremamente difícil determinar visualmente se um condutor está ativamente a interagir com os elementos digitais dos óculos ou apenas a utilizá-los de forma passiva.
Tendência que pode chegar a outros mercados
Atualmente, a proibição do uso de telemóveis durante a condução já é uma realidade transversal na maioria dos países, permitindo-se apenas o uso de sistemas mãos livres. Contudo, as preocupações com a distração visual e cognitiva provocada pelos novos acessórios conectados estão a forçar os legisladores a agir antes que o produto se torne massificado no mercado de consumo.
O projeto de lei em Illinois já foi aprovado pelas câmaras legislativas e aguarda agora apenas a assinatura final do governador para entrar oficialmente em vigor. Perante o crescimento deste segmento tecnológico, a criação de regulamentação semelhante poderá começar a surgir noutras regiões internacionais para salvaguardar a segurança rodoviária.












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