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Tesla estacionado

Um trágico acidente em Katy, no Texas, onde um veículo da Tesla colidiu contra uma habitação de tijolo provocando a morte de uma mulher de 76 anos, gerou uma forte discussão pública sobre a segurança dos sistemas de assistência à condução da empresa. O incidente ocorreu na noite de sexta-feira, quando o Tesla Model 3 saiu da estrada e embateu violentamente contra a casa. A vítima ainda foi transportada de helicóptero para o hospital, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

O condutor do automóvel indicou às autoridades locais que o sistema Autopilot se encontrava ativo no momento do embate. A alegação espalhou-se rapidamente e colocou novamente no centro do debate as tecnologias de condução autónoma da fabricante. Contudo, a Tesla quebrou o seu habitual silêncio mediático para contestar de forma veemente esta versão dos acontecimentos, apresentando dados recolhidos pelo próprio veículo.

Dados do veículo contradizem versão do condutor

Ashok Elluswamy, vice-presidente de software de Inteligência Artificial da marca, recorreu à rede social X para partilhar uma perspetiva completamente diferente sobre o sucedido. Segundo os registos digitais do automóvel, o automobilista anulou manualmente o sistema de condução automática ao pressionar o acelerador até aos 100% da sua capacidade.

O engenheiro detalhou na sua publicação oficial na rede X que o veículo atingiu uma velocidade de 117 km/h (73 mph) dentro da zona residencial e que o pedal continuou a ser pressionado mesmo após o violento impacto. Pouco depois, o lider da empresa reforçou estes argumentos na sua conta pessoal, argumentando que a acusação carece de sentido lógico, uma vez que o sistema de condução autónoma total circula de forma lenta em ruas de bairros residenciais.

Autoridades avançam com investigações formais

Ainda que a marca descarte falhas técnicas, as entidades reguladoras pretendem alcançar conclusões independentes. A National Highway Traffic Safety Administration confirmou a abertura de um inquérito especial a este caso. Esta averiguação junta-se a mais de 40 investigações semelhantes conduzidas pelo organismo federal nos últimos anos em sinistros rodoviários associados a tecnologias avançadas de assistência ao condutor.

Paralelamente, o gabinete do xerife do condado de Harris informou que irá apresentar os resultados das perícias ao procurador distrital local para avaliar a aplicação de eventuais acusações criminais. O apuramento definitivo sobre se o piloto automático estava operacional, se foi anulado ou se sofreu uma avaria grave dependerá da análise minuciosa dos registos de dados armazenados no equipamento informático do automóvel. Conforme reportado originalmente pela NBC News, a distinção entre a responsabilidade humana e a falha de software permanece o ponto central deste caso.

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