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mulher a mexer em smartphone

Um jovem de 21 anos residente em Nova Iorque foi formalmente acusado de ciberperseguição após ter recorrido a ferramentas de IA para criar imagens íntimas falsas e mensagens racistas falsificadas. O objetivo era assediar uma estudante universitária da Geórgia, utilizando perfis falsos em múltiplas redes sociais. Anthony Belford foi pronunciado no tribunal após a decisão de um grande júri federal nos EUA, conforme detalhado no documento oficial disponível no DocumentCloud.

Detalhes da campanha de difamação online

Segundo os dados da investigação, o arguido e a vítima frequentaram o mesmo estabelecimento de ensino superior durante o ano letivo de 2023-2024. A perseguição continuou mesmo após a jovem se ter transferido para uma instituição na Geórgia, em agosto de 2024. Ciente da mudança, o indivíduo iniciou uma campanha online com o intuito de atormentar e difamar a estudante no seu novo ambiente académico.

Entre janeiro e março de 2025, foram criadas contas falsas em plataformas de grande relevância como Instagram, LinkedIn, Reddit, X, Strava e Yahoo. Através destes perfis falsificados que imitavam a identidade da vítima, o acusado distribuiu imagens de nudez geradas por computador e propagou falsas alegações de que a estudante teria feito comentários racistas direcionados a alunos negros, bem como declarações de cariz anti-muçulmano. Numa das ações documentadas, o suspeito recorreu a uma conta de email mascarada da Yahoo para enviar um nude falso diretamente à mãe da vítima, tendo também utilizado outra imagem manipulada como foto de perfil numa página profissional falsa no LinkedIn.

As autoridades norte-americanas reiteram o impacto destas ações. O procurador federal Theodore S. Hertzberg explicou que Belford conduziu uma campanha prolongada, escondendo-se atrás de contas de email e redes sociais adulteradas para intimidar e causar um sofrimento profundo à vítima. A acusação enfatiza que o abuso digital e a ciberperseguição possuem uma gravidade equivalente à violência física, sendo essencial que os infratores respondam perante a justiça.

Enquadramento legal e precedentes nos tribunais

O Departamento de Justiça relembrou que a lei federal proíbe de forma estrita a partilha ou a ameaça de divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento, uma regra que abrange totalmente as produções realizadas por sistemas inteligentes. Perante situações desta natureza, as autoridades recomendam que as vítimas reportem os incidentes ao departamento de investigação criminal e notifiquem os reguladores de comércio caso as plataformas falhem na remoção dos conteúdos num prazo de 48 horas após a denúncia legítima.

Este caso insere-se num panorama mais alargado de repressão a crimes digitais semelhantes. Ainda este ano, em março, Jamarcus Mosley, de 22 anos e residente no Alabama, declarou-se culpado de acusações de perseguição, extorsão e fraude informática após ter acedido ilegitimamente às redes sociais de centenas de mulheres jovens. No mesmo período, Kyle Svara, de 26 anos e natural de Illinois, também admitiu a sua culpa no desvio de credenciais em cerca de 600 contas da aplicação Snapchat, cujo propósito passava por recolher e comercializar fotografias privadas na internet.

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