
A popular cadeia de bricolage e construção Leroy Merlin está no centro de um incidente de segurança no país vizinho, de acordo com informações avançadas pelo portal especializado Dark Web Informer. Uma base de dados contendo cerca de 55 mil registos de clientes do portal espanhol da marca foi partilhada de forma gratuita em fóruns obscuros da internet durante o mês de junho de 2026.
Detalhes da informação comprometida
A divulgação da informação foi da responsabilidade de um indivíduo que atua sob o pseudónimo Saturne. A publicação indica que o ficheiro partilhado inclui 54.723 registos detalhados de utilizadores da plataforma espanhola da retalhista. A autenticidade e a escala exata desta fuga ainda não foram confirmadas de forma independente pelas entidades competentes ou pela própria empresa.
O conjunto de informação exposta é bastante completo e sensível. Cada registo alegadamente contém o nome próprio e apelido do cliente, endereço de correio eletrónico, número de telefone e o documento de identificação nacional espanhol. Além desta informação pessoal básica, o ficheiro inclui ainda a morada completa, identificadores de utilizador do sistema Firebase, preferências de consentimento de marketing, referências de faturação e detalhes associados ao cartão da loja.

Impacto e precauções para os consumidores
Embora este incidente pareça estar circunscrito à plataforma espanhola da cadeia francesa, a situação levanta preocupações válidas para a segurança dos consumidores ibéricos. É comum existirem clientes portugueses que realizam compras nas superfícies comerciais do país vizinho ou que utilizam serviços fronteiriços, o que significa que alguns registos nacionais poderão estar incluídos no lote exposto online.
A partilha gratuita deste tipo de informação estruturada é frequentemente utilizada por agentes maliciosos para elaborar campanhas de fraude altamente direcionadas. Os clientes da marca devem manter uma atenção redobrada a comunicações não solicitadas, especialmente mensagens de correio eletrónico ou chamadas telefónicas que façam referência a compras, faturas ou cartões de fidelidade da loja, uma vez que os atacantes possuem informação suficiente para tornar estas abordagens extremamente credíveis.












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