
A gigante norte-americana de seguros Aflac confirmou uma nova falha de segurança que resultou no roubo de informações pessoais e dados bancários. O incidente ocorreu na filial japonesa da empresa e expõe os riscos contínuos que as grandes corporações enfrentam na proteção da privacidade dos seus clientes.
De acordo com um documento submetido à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, o comunicado oficial da empresa revela que piratas informáticos acederam aos sistemas da Aflac Japão entre os dias 15 e 25 de junho de 2026. A invasão foi detetada a 25 de junho, levando a companhia a suspender imediatamente parte da sua infraestrutura para conter a ameaça.
Extensão da falha e medidas de mitigação
Apesar do corte parcial nos sistemas, a filial japonesa conseguiu manter o serviço de apoio aos seus segurados. A investigação está a decorrer com o apoio de peritos externos em cibersegurança. As autoridades financeiras do Japão já foram notificadas e a empresa comprometeu-se a alertar todos os indivíduos afetados por este ataque informático.
A informação subtraída inclui detalhes de apólices, coberturas, dados pessoais e números de contas bancárias. Para já, a Aflac garante que o incidente está contido nas operações asiáticas e que a infraestrutura do negócio nos Estados Unidos não foi comprometida pelas ações de terceiros não autorizados.
Um histórico de ameaças e o impacto para os utilizadores
Esta não é a primeira vez que a corporação enfrenta um problema destas dimensões. Há cerca de um ano, a empresa foi alvo de uma invasão semelhante durante uma vasta campanha que atingiu diversas seguradoras nos Estados Unidos. Embora a Aflac não tenha atribuído o evento anterior a um grupo específico na altura, as táticas apontavam para o coletivo Scattered Spider, conhecido por visar grandes infraestruturas e aplicar esquemas de extorsão severos.
Para os consumidores que utilizam serviços de saúde e seguros em moldes internacionais, este tipo de incidente numa entidade Fortune 500 serve de aviso sobre a vulnerabilidade sistémica de grandes corporações. A recolha massiva de detalhes financeiros demonstra que os criminosos procuram informações críticas que podem ser transacionadas ou usadas em esquemas de fraude de identidade a longo prazo. É fundamental que os utilizadores se mantenham atentos a comunicações oficiais e monitorizem regularmente os movimentos das suas contas bancárias sempre que empresas de grande dimensão reportam quebras na sua rede de proteção.












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