
A Polícia Judiciária avançou esta quarta-feira com uma megaoperação nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria que resultou na detenção de quatro pessoas envolvidas num esquema de corrupção. Entre os suspeitos encontram-se três profissionais de saúde fortemente indiciados por lesar os cofres do Estado em centenas de milhares de euros através da atribuição indevida de pensões.
Esquema criminoso facilitava pensões de invalidez
As investigações conduzidas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção abrangem factos ocorridos desde o início da década até ao presente. O grupo estruturou um plano complexo para garantir a aprovação fraudulenta de prestações sociais relacionadas com invalidez e doenças profissionais para dezenas de beneficiários. Esta rede alargada de operacionais recorria à falsificação de documentos para contornar os mecanismos de controlo do sistema social em Portugal.
Autoridades mobilizam dezenas de operacionais no terreno
Para desmantelar a organização foram mobilizados oitenta e oito inspetores e especialistas de polícia científica, apoiados por magistrados e procuradores do Ministério Público. As equipas cumpriram dezanove mandados de busca que visaram diversos espaços, incluindo três consultórios médicos onde as fraudes seriam validadas. Além dos quatro detidos, a operação culminou na constituição de nove arguidos adicionais.
Os indivíduos capturados vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Central de Investigação Criminal da capital para apurar as respetivas medidas de coação. O processo continua a ser investigado pelas entidades competentes para determinar a extensão total do prejuízo causado ao erário público e identificar eventuais ramificações desta teia de corrupção ativa e passiva.












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