
A madrugada do passado dia 2 de julho marcou mais um passo crítico na ambição espacial de Jeff Bezos. A empresa lançou com sucesso 29 novos satélites Leo através do foguetão Atlas V da United Launch Alliance (ULA). De acordo com os detalhes partilhados no comunicado oficial, os equipamentos já se encontram em órbita, comunicam perfeitamente com as estações terrestres e aguardam apenas a elevação para a altitude operacional para começarem a distribuir o serviço de banda larga.
O fim de uma era com o foguetão Atlas V
O lançamento, que partiu da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, eleva a constelação da gigante tecnológica para mais de 390 unidades ativas. Segundo Chris Weber, vice-presidente do projeto Leo, este número é suficiente para garantir um serviço contínuo nas latitudes iniciais planeadas. O marco sinaliza também a despedida do Atlas V nesta iniciativa, após ter transportado 224 satélites ao longo de várias missões.
A partir de agora, o foco da Amazon vira-se para o futuro. Os próximos equipamentos serão colocados no espaço pelo Vulcan, um veículo de carga pesada da ULA capaz de carregar mais de 40 unidades por voo. Esta transição permitirá aumentar a cadência dos lançamentos, um requisito essencial para iniciar a fase comercial da internet por satélite ainda durante este ano. A altitude alvo de operação situa-se perto dos 630 quilómetros (392 milhas).
A longa corrida contra a hegemonia rival
Embora a infraestrutura atual já permita testes e a oferta inicial de conetividade, o caminho para dominar os céus continua longo. Para contextualizar o mercado, a rede da SpaceX opera atualmente com mais de 10 mil satélites Starlink, liderando por completo o fornecimento deste serviço a nível global, o que dita as regras para qualquer novo concorrente que queira operar na Europa ou em Portugal.
Para tentar encurtar esta enorme distância, a estratégia passa por recorrer também ao veículo New Glenn da Blue Origin. Este foguetão consegue transportar mais de 48 satélites de uma só vez, acelerando a implementação da rede. Apesar de um contratempo em maio, quando a plataforma de lançamento explodiu durante um teste de ignição, a equipa está a construir infraestruturas alternativas com a máxima urgência. O objetivo declarado é colocar o New Glenn a voar até ao final do ano, aquecendo de vez a batalha pela internet orbital.












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