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tesla frontal vermelho

Michael Butler, de 44 anos, enfrenta acusações de homicídio involuntário depois de o seu Model 3 ter embatido contra uma casa no Texas, resultando na morte de uma mulher de 76 anos. A informação foi avançada pelo The Wall Street Journal, destacando que o condutor alegou estar a utilizar o sistema de condução autónoma total no momento do impacto enquanto realizava entregas para a DoorDash.

Dados contrariam a versão de condução autónoma

O incidente ocorreu a 19 de junho numa zona residencial de Katy. O veículo atravessou a habitação de Martha Avila, causando a sua morte imediata. Butler relatou aos paramédicos que o automóvel estava em piloto automático, mencionando que se recordava de trocar a música e de olhar para o ecrã de navegação antes de perder os sentidos. Os exames hospitalares não detetaram a presença de álcool ou drogas no sistema do suspeito.

No entanto, as provas recolhidas pelas autoridades contam uma história significativamente diferente. Ashok Elluswamy, responsável pela área de inteligência artificial da Tesla, esclareceu que o condutor ignorou manualmente o sistema ao pressionar o acelerador a cem por cento. Esta declaração é totalmente suportada pelos registos da caixa negra do carro e pelos vídeos analisados durante a investigação.

Pesquisas revelam frustração com o sistema

Os especialistas descobriram que a pressão no acelerador aumentou gradualmente durante cerca de seis segundos até atingir o limite máximo, levando o veículo a alcançar os 117 quilómetros por hora, um valor que representa mais do dobro do limite de velocidade permitido naquela rua residencial. O travão nunca foi acionado no minuto que antecedeu a colisão.

Documentos entregues no tribunal revelam ainda um detalhe perturbador para a defesa. A extração de dados do telemóvel de Butler mostrou várias pesquisas efetuadas em maio sobre a falta de agressividade da funcionalidade autónoma. Frases como "FSD não é suficientemente agressivo para condução em cidade" e "Tesla FSD muito tímido" foram procuradas de forma repetida. A família da vítima já avançou com um processo por homicídio culposo contra o condutor e a marca, enquanto as autoridades federais de segurança rodoviária continuam a investigar todos os contornos do caso.

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