
A gigante tecnológica Meta está a preparar o lançamento de mais uma aposta para o seu ecossistema, desta vez na forma de uma plataforma experimental chamada Pocket. Esta novidade, focada na partilha e criação de minijogos, já foi detetada na loja de aplicações da Google, segundo informações presentes na página oficial do Google Play, embora ainda não exista uma data concreta para a disponibilização ao público europeu ou a confirmação dos países que receberão o serviço numa fase inicial.
Criação e partilha de experiências interativas
A essência desta nova aplicação reside nos chamados "gizmos", que funcionam como pequenos jogos ou brinquedos digitais gerados pela comunidade. Os utilizadores terão acesso a um fluxo constante de criações de todo o mundo, as quais reagem diretamente aos toques no ecrã e à inclinação física do próprio telemóvel. Além disso, estas pequenas experiências interativas reproduzem efeitos sonoros e conseguem aceder à galeria de fotografias para personalizar o ambiente. Em alguns cenários mais avançados, o software utiliza a câmara do equipamento para interagir logicamente com o espaço físico em redor.

Para quem prefere criar, a plataforma promete uma abordagem extremamente simplificada. Através de breves descrições em texto, qualquer pessoa pode gerar novas dinâmicas, que podem posteriormente ser guardadas em listas personalizadas, partilhadas e comentadas por outros membros da rede.
A herança da Atma Sciences e os próximos passos
As raízes deste projeto remontam a março de 2025, altura em que a Meta integrou a equipa da startup Atma Sciences Inc., conhecida por ter desenvolvido uma aplicação semelhante para o sistema iOS. Durante essa transição, a empresa garantiu uma licença não exclusiva para utilizar a tecnologia proprietária desta equipa, o que se traduz agora no desenvolvimento e iminente lançamento do Pocket.
Esta estratégia aproxima-se bastante dos passos dados com a funcionalidade Vibes, introduzida em abril do ano passado. Inicialmente um fluxo de vídeos gerados artificialmente ao estilo do TikTok, o Vibes acabou por se tornar numa aplicação independente com ferramentas muito avançadas, como a sincronização labial de personagens com diálogos personalizados ou a capacidade de inserir o rosto do próprio utilizador nos cenários gerados. Resta aguardar para perceber se o Pocket seguirá a mesma rota de expansão ou se permanecerá como uma experiência de nicho no universo das redes sociais.












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