
A Microsoft disponibilizou a nova atualização de segurança alargada KB5099539 para o seu ecossistema operativo mais antigo. Integrado no ciclo regular de lançamentos de julho de 2026, este pacote de software resolve 570 vulnerabilidades e traz uma alteração estrutural altamente benéfica para os consumidores domésticos: o alargamento gratuito do período de cobertura do programa de atualizações de segurança alargadas (ESU).
Prolongamento do suporte e novidades no sistema
A gigante norte-americana tinha inicialmente definido oferecer apenas um ano de cobertura alargada aos clientes não empresariais. A estratégia foi agora alterada de forma discreta, expandindo o programa ESU por mais um ano. Esta decisão garante que os dispositivos inscritos vão continuar a receber pacotes críticos até 12 de outubro de 2027.
Para os utilizadores das versões Windows 10 Enterprise LTSC ou com equipamentos validados pelo ESU, o processo mantém-se idêntico ao habitual. Basta aceder às definições do sistema e forçar a verificação manual de atualizações. Após o processo de instalação, a compilação geral sobe para a versão 19045.7548, ao passo que a edição Enterprise LTSC 2021 avança para a compilação 19044.7548.
O elevado volume de correções atinge um marco considerável neste lançamento, englobando duas falhas zero-day já ativamente exploradas e uma terceira divulgada de forma pública. Longe das questões puramente ligadas à cibersegurança, a atualização resolve um problema na Automação OLE (oleaut32.dll), introduzido no mês passado, que afetava aplicações dependentes do método IDispatch::Invoke.
Correções de segurança e avisos a administradores
Vários componentes da interface gráfica receberam atenção direta da equipa de desenvolvimento. O atalho do OneDrive presente no Explorador de Ficheiros volta a funcionar corretamente quando a aplicação é aberta com privilégios de administrador. Ao mesmo tempo, um erro visual na Reciclagem que trocava o nome original de um ficheiro pela sua designação interna durante a eliminação permanente foi definitivamente eliminado.
As ligações remotas via RDP ganham uma camada extra de proteção, passando a suportar impressões digitais de certificados SHA-2 para editores fiáveis. O antigo padrão SHA-1 mantém-se exclusivamente por motivos de retrocompatibilidade, sendo fortemente aconselhada a migração imediata para algoritmos mais robustos como o SHA-256.
Existe um alerta crítico destinado a ambientes de rede devido à introdução de exigências rigorosas no registo de transportes TDI. O endurecimento destas políticas significa que aplicações antigas dependentes de ligações TDI de terceiros não registadas podem parar de comunicar após instalarem este pacote de 14 de julho de 2026. A forma mais eficaz de avaliar o impacto desta alteração passa por consultar o visualizador de eventos do sistema, procurando especificamente por entradas com o identificador AFD ID 16003.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!