
A agência de cibersegurança dos EUA emitiu um aviso vinculativo para que todas as organizações governamentais protejam as suas plataformas contra uma vulnerabilidade crítica ativa em sistemas da Oracle. De acordo com o boletim de segurança oficial, a falha afeta diretamente a aplicação financeira Oracle E-Business Suite (EBS) e está a ser ativamente explorada por cibercriminosos para assumir o controlo das plataformas afetadas.
Detalhes da vulnerabilidade CVE-2026-46817
A falha de segurança, identificada como CVE-2026-46817, recebeu uma classificação de gravidade máxima de 9,8 pontos na escala CVSS. O problema reside especificamente no componente de transmissão de ficheiros do módulo Oracle Payments. Através deste ponto fraco, atacantes sem qualquer tipo de autenticação prévia conseguem obter privilégios elevados através de acessos normais via protocolo HTTP.
Embora a correção oficial tenha sido disponibilizada em maio de 2026, a falta de atualização por parte de muitas empresas facilitou o trabalho dos piratas informáticos. A empresa de inteligência de ameaças Defused revelou ter detetado as primeiras explorações reais a 29 de junho em armadilhas digitais (honeypots), sem que existisse qualquer código de demonstração público na altura. Atualmente, a plataforma Shadowserver monitoriza mais de 1000 instâncias do Oracle EBS expostas diretamente na internet, a maioria localizada em território norte-americano.
Prazos apertados e o perigo do ransomware
A gravidade da situação levou a administração pública a incluir a falha na lista de vulnerabilidades criticamente exploradas. Com base na diretiva operacional BOD 26-04, as entidades federais têm até sábado, dia 18 de julho, para aplicar as devidas correções e mitigar o risco de intrusão nas suas redes financeiras.
Este cenário não é inédito para a plataforma EBS, que em outubro já tinha sido alvo de alertas devido a uma falha de falsificação de pedidos sob o registo CVE-2025-61884. Da mesma forma, a falha CVE-2024-21182 no WebLogic Server exigiu uma intervenção semelhante após ser detetada em ataques ativos. Nos últimos anos, foram identificados 43 problemas distintos em produtos da tecnológica que acabaram abusados em ambiente real, sendo que pelo menos 12 serviram como porta de entrada para grupos de ransomware.












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