
A plataforma de subscrição de conteúdos Substack lançou uma nova funcionalidade de deteção de inteligência artificial, recorrendo à integração com o sistema Pangram. O objetivo desta ferramenta é ajudar os leitores a identificar o nível de envolvimento de modelos automatizados nas publicações, respostas e comentários partilhados na rede. Conforme revelou o Substack na sua conta oficial, esta atualização visa aumentar a transparência do conteúdo produzido e proteger a autenticidade das vozes humanas na plataforma.
Verificação de rascunhos com o Pangram
A nova ferramenta permite que os autores verifiquem os seus rascunhos através do Pangram antes de os submeterem para publicação. Este passo ajuda os criadores a compreender o impacto de algoritmos nos seus próprios textos antes da divulgação final.
Os autores passam a ter a capacidade de rever os textos antes de os disponibilizarem aos subscritores. Juntamente com a análise automatizada, o serviço disponibiliza uma opção para que os utilizadores insiram uma declaração detalhada que explique o seu processo de criação de conteúdos. Ao adotar esta abordagem, a plataforma procura dar uma resposta clara aos criadores que preferem manter uma escrita humana, numa altura em que soluções de mercado concorrentes, como a plataforma Beehiiv, preferem integrar um assistente de IA direcionado para a expansão de texto.
Combate à poluição de conteúdos automatizados
A proliferação de textos gerados de forma automática tem causado preocupação na indústria de publicação online, afetando a confiança do público que procura leituras independentes. Noutros setores da distribuição digital, as reações à automatização têm ganho força para travar a desvalorização do trabalho criativo.
O sistema de streaming Spotify, por exemplo, avançou com a remoção de milhões de faixas musicais devido a problemas semelhantes com a poluição digital. No caso das newsletters e blogues, o Substack aposta na transparência para assegurar que as interações comunitárias se mantêm genuínas. Com as novas funções, os leitores passam a monitorizar a intervenção tecnológica não só nos artigos principais, mas também nos debates gerados pelas respostas da comunidade.












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