
Depois do eclipse solar total que marcou a última quarta-feira, os céus preparam-se para um novo evento astronómico. Um eclipse lunar parcial vai ocorrer na sequência deste calendário, destacando-se por poder ser acompanhado a olho nu em total segurança, sem exigir qualquer tipo de equipamento especial. A informação conhecida detalha com exatidão as condições de observação para os entusiastas da astronomia na Península Ibérica.
Dinâmica de visibilidade e o caso de Espanha
O comportamento visual deste fenómeno ditará experiências diferentes consoante a localização geográfica. Em território espanhol, a dinâmica será mista: a Lua pôr-se-á antes de a fase parcial chegar ao fim nas zonas do centro e leste do país, bem como nas ilhas Baleares e na cidade de Melilla.
Por contraponto, no resto do continente vizinho, a par das ilhas Canárias e de Ceuta, o ocaso lunar acontecerá apenas após a conclusão dessa mesma fase parcial. Como bónus natural para quem tem o hábito de olhar para o céu noturno, a Lua cheia fará também a sua aparição ao longo do dia.
O rescaldo do eclipse solar
Este evento noturno surge no encalço imediato do eclipse solar total registado na quarta-feira. A totalidade desse fenómeno diurno abrangeu uma rota vasta, marcando presença no Ártico, na Gronelândia, na Islândia e no oceano Atlântico Norte. Espanha também foi contemplada com a fase total, que se manifestou pouco antes do momento do pôr-do-sol.
Em Portugal, a experiência assumiu contornos mais singulares. A fase de escuridão total ficou confinada a uma área bastante restrita do Parque Natural de Montesinho, nas imediações de Bragança. Para quem se encontrava no resto do país, a realidade foi diferente: o território continental registou um obscurecimento parcial situado entre os 92% e os 99%. Nas Regiões Autónomas, a cobertura oscilou entre os 74% e os 77%, tanto no arquipélago dos Açores como no da Madeira.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!