
A Polícia Judiciária anunciou o desmantelamento de uma rede criminosa focada em crimes financeiros cometidos através de meios informáticos. A operação, batizada de ScamWay e liderada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, resultou na detenção de oito pessoas e revelou um esquema que lesou diversas vítimas num valor global que já ascende a várias dezenas de milhares de euros.
Meios tecnológicos ao serviço do crime patrimonial
Durante a investigação conduzida no âmbito do inquérito do Ministério Público (DIAP de Viana do Castelo), as autoridades apuraram que o grupo operava uma atividade de natureza essencialmente patrimonial. Os suspeitos recorriam a equipamentos tecnológicos e plataformas digitais concretizar os seus esquemas fraudulentos, tirando partido do anonimato da internet para atingir as vítimas.
Entre os crimes imputados à rede encontram-se práticas de associação criminosa, abuso de cartão ou dispositivo de pagamento, branqueamento de capitais e burla qualificada. Este tipo de burla com recurso a tecnologia tem exigido uma resposta cada vez mais articulada das unidades de cibercrime e perícia informática em Portugal.
Apreensões coordenadas em cinco concelhos
Para travar a atividade do grupo, a força de intervenção mobilizou 51 elementos da Polícia Judiciária, provenientes das Diretorias do Norte, Centro e Sul, das unidades de Setúbal e Évora, e da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática. A ação contou com o apoio da Unidade Especial de Polícia e da PSP, permitindo a execução de seis buscas domiciliárias em simultâneo nos concelhos da Nazaré, Tondela, Évora, Vila Viçosa e Setúbal.
As autoridades apreenderam diverso material com interesse probatório para a continuidade do inquérito. A lista inclui vasta documentação, equipamento informático diretamente ligado às operações ilegais, objetos de valor monetário, armas de fogo e munições. Sete dos suspeitos foram detidos pela prática dos crimes financeiros, enquanto um oitavo homem foi intercetado por posse de arma proibida.
O grupo, composto por quatro mulheres e quatro homens com idades compreendidas entre os 24 e os 48 anos, foi presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação. A investigação da Polícia Judiciária prossegue agora com o objetivo de determinar a verdadeira extensão temporal da atividade criminosa e identificar possíveis ramificações da rede na recolha ilícita de dados ou de outros intervenientes no processo.







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