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Investigadores AdSafe descobriram um esquema fraudulento que permite faturar mais de 700 mil dólares por mês (cerca de 495 mil euros), a partir de publicidade na Net.

Durante a monitorização que costuma efetuar para anunciantes e marcas, a AdSafe descobriu que um dos anúncios virtuais dos seus clientes estava a ser classificado como conteúdo pornográfico. Intrigados com o facto de um anúncio criado para surgir em páginas consideradas inofensivas estar classificado como pornografia, AdSafe lançou mãos à investigação... até descobrir que o referido anúncio tinha sido inserido num site especializado em pornografia que tem a invejável média de um milhão de visitas por mês.

Poderia ter sido apenas um engano ou um bug inesperado, mas na verdade o esquema revelava outros requintes técnicos: segundo o Wall Street Journal, os cibercriminosos inseriram o anúncio numa janela de um site pornográfico e aplicaram-lhe uma máscara com as sugestivas mensagens como "baldnesshealth.com" ou "carecouples.com".

Atraídos pelo engodo, os visitantes do site pornográfico clicavam neste anúncio disfarçado, sem darem conta do que realmente estavam a fazer. Na verdade, estes utilizadores enganados nada perderam (além do tempo despendido) com estes cliques no anúncio fraudulento. Pelo contrário, as empresas que pagam aos sites que albergam publicidade consoante o número de cliques e visitas angariados acabaram por desembolsar valores de acordo com as afluências registadas por anúncios que não deveriam ter sido inseridos em portais menos recomendáveis.

Sem revelar nomes ou denominações comerciais, Panos Ipeirotis, investigador da AdSafe, lembra no seu blogue que várias marcas - entre elas, algumas multinacionais - terão sido envolvidas diretamente neste esquema.

E não foi por acaso que os cibercriminosos optaram por "disparar" em várias direções: com esta metodologia, os burlões puderam receber pelos falsos cliques pequenos montantes de múltiplas marcas, que não terão interesse em levar o caso a tribunal por questões de imagem e também porque a quantia desviada a cada uma não justifica o esforço.

De acordo com a AdSafe, num mês fraco, os cibercriminosos podem amealhar 50 mil dólares (mais de 35 mil euros); mas num mês de maior afluxo essa quantia pode chegar aos 700 mil dólares.

Entretanto, soube-se que o maná dos cibercriminosos pode estar em vias de terminar: o FBI já confirmou ter recebido as primeiras denúncias.
Fonte: Exame Informática







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