Quando Donald Trump entrou na Casa Branca, muitas mudanças ocorreram também com algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Nomes como a Meta e Google passaram a seguir mais as ideias do atual presidente, em parte também para se aproximarem do mesmo.
Na realidade, ainda de forma recente Mark Zuckerberg veio confirmar que a sua plataforma, durante a presidência de Joe Biden, foi obrigada a censurar alguns conteúdos que eram distribuídos na mesma – desde então, a política parece ter alterado as regras da plataforma, que agora se foca mais na liberdade de expressão.
No entanto, apesar de Zuckerberg ainda tentar agradar ao presidente dos EUA, os mais recentes relatos apontam que isso pode não ser suficiente para prevenir alguns problemas para a empresa.
De acordo com o Wall Street Journal, a Meta pode vir a enfrentar alguns problemas de uma investigação realizada sobre a compra do Instagram e WhatsApp. Em Dezembro de 2020, a FCT começou uma investigação à Meta sobre possíveis irregularidades na compra do Instagram em 2012 e do WhatsApp em 2014. Em causa encontra-se a forma como a empresa pode ter adquirido as entidades, e como esta pode ter abusado da sua posição no mercado, com o objetivo de “neutralizar” os rivais da altura.
Documentos revelados pelas autoridades apontam que, na altura, Zuckerberg estaria nervoso sobre o crescimento do Instagram, e terá sugerido em emails internos adquirir a plataforma para “resolver o problema”.
Ao mesmo tempo, foram ainda deixadas questões sobre como plataformas de comunicação estavam a ficar cada vez mais populares, e em mercados como a China, WeChat e outras eram praticamente indispensáveis. Isso terá estado na ideia para comprar o WhatsApp dois anos mais tarde.
Caso a investigação venha a dar como provada algumas das práticas da Meta, a empresa pode ser forçada a vender as suas participações no Instagram e WhatsApp, basicamente dividindo as duas plataformas como independentes do Facebook e da Meta. Esta medida poderia ter um grande abalo para toda a plataforma, com consequências ainda imprevistas sobre o futuro das mesmas.
De notar que a Google encontra-se numa situação similar com o Google Chrome, e pode mesmo ser obrigada a vender a sua participação no navegador por práticas abusivas no mercado.
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