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O futuro do TikTok nos Estados Unidos está novamente por um fio, e a fasquia para a sua sobrevivência acaba de subir. A administração Trump exige agora que, para além da venda, a China ceda o controlo total do valioso algoritmo da aplicação.

A promessa de um comprador e a nova ameaça

Ainda em junho, o presidente dos EUA, Donald Trump, tinha assegurado que um comprador, um grupo de “pessoas muito ricas”, tinha sido encontrado para garantir a continuidade das operações do TikTok em solo americano. A identidade dos compradores seria revelada em duas semanas. Contudo, quase um mês depois, não só o mistério permanece como as ameaças de um bloqueio total foram renovadas e intensificadas.

Em declarações à CNBC, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, foi categórico: se a China não aprovar a venda nos moldes exigidos pelos EUA, a aplicação será banida.

O algoritmo é a verdadeira joia da coroa

A grande condição imposta pela administração americana vai além da simples transação financeira. Howard Lutnick deixou claro que o governo chinês terá de abdicar do controlo sobre o algoritmo do TikTok, considerado por muitos como o segredo para o seu enorme sucesso e popularidade. Este tipo de sistema é um dos exemplos mais avançados de recomendação por Inteligência Artificial.

“A China pode ter uma pequena parte ou a ByteDance, a atual dona [do TikTok], pode manter a pequena parte”, explicou Lutnick. “Mas, basicamente, os americanos terão o controlo. Os americanos vão deter a tecnologia e os americanos vão controlar o algoritmo”.

O recado é direto: os EUA não aceitam um acordo que não lhes entregue o cérebro por detrás da operação do TikTok. "Se o acordo for aprovado pelos chineses, excelente. Mas se não o aprovarem, o TikTok vai ser encerrado. Estas decisões serão tomadas em breve, por isso vamos ver o que os chineses fazem. Neste momento o acordo está do lado deles", concluiu o secretário.

Um historial de prazos e uma data limite

A presidência de Trump tem sido marcada por sucessivos adiamentos no prazo para a venda do TikTok. O primeiro prolongamento foi, aliás, uma das primeiras decisões de Trump após a sua tomada de posse a 20 de janeiro. Desde então, a ameaça de banir a aplicação foi repetida a 4 de abril e novamente a 19 de junho.

O prazo atual está fixado para 17 de setembro. Resta agora aguardar para saber se haverá um novo prolongamento para as negociações com o governo chinês ou se, desta vez, a popular aplicação de vídeos será mesmo banida dos Estados Unidos.

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