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Cartões de crédito

A Mastercard veio a público negar o seu envolvimento direto na recente repressão a jogos com conteúdo para adultos em várias plataformas digitais, uma controvérsia que tem agitado a comunidade de gaming. A gigante dos pagamentos afirma que, ao contrário do que foi noticiado, não avaliou nem exigiu restrições a qualquer jogo, mas a Valve, proprietária do Steam, tem uma versão diferente dos acontecimentos.

A origem da controvérsia

Toda a polémica teve início após uma carta aberta do grupo de defesa Collective Shout, dirigida a executivos da Paypal, Mastercard, Visa, entre outros. Na carta, o grupo criticava as empresas por permitirem a venda de jogos como "No Mercy", que alegadamente retratam temas de violação, incesto e abuso sexual infantil, apelando a uma ação por parte dos processadores de pagamento.

A resposta das plataformas de jogos

Nas semanas que se seguiram, as consequências começaram a sentir-se. O Steam, a maior plataforma de distribuição de jogos para PC, anunciou que iria banir os títulos que violassem as regras dos seus "processadores de pagamento e redes de cartões associadas". Pouco depois, a plataforma de jogos independentes Itch.io confirmou que estava a remover jogos com conteúdo adulto das suas páginas de pesquisa e navegação, enquanto realizava uma auditoria interna.

O comunicado da Mastercard e a resposta da Valve

Para tentar acalmar a situação, a Mastercard emitiu um breve comunicado, contrariando a narrativa de que a pressão partiu diretamente de si. "A Mastercard não avaliou qualquer jogo nem exigiu restrições de qualquer atividade nos sites e plataformas de criadores de jogos, ao contrário dos relatos e alegações dos media", afirmou a empresa. Contudo, adicionou que exige que "os comerciantes tenham controlos apropriados para garantir que os cartões Mastercard não possam ser usados para compras ilegais, incluindo conteúdo adulto ilegal".

A resposta da Valve não tardou. Em declarações enviadas ao PC Gamer e outros sites da especialidade, a empresa dona do Steam esclareceu que a comunicação não foi direta. "A Mastercard não comunicou diretamente com a Valve, apesar do nosso pedido para o fazer. A Mastercard comunicou com os processadores de pagamento e os seus bancos. Os processadores de pagamento comunicaram isto à Valve, e nós respondemos delineando a política do Steam desde 2018 de tentar distribuir jogos que são legais para distribuição", explicou a Valve.

Segundo a empresa, esta resposta foi "rejeitada" pelos processadores de pagamento, que invocaram o "risco para a marca Mastercard" e apontaram para uma regra da operadora de cartões contra "transações ilegais ou prejudiciais para a marca".

A situação atual e os próximos passos

Entretanto, o Itch.io já informou que está a reindexar os jogos gratuitos com conteúdo para adultos enquanto negoceia com os seus processadores de pagamento, incluindo a Stripe. Por sua vez, a Stripe afirmou que "não pode suportar conteúdo sexualmente explícito" devido às políticas dos seus "parceiros bancários". A situação cria um clima de incerteza para os criadores, que ficam no meio de uma disputa entre as plataformas onde vendem os seus jogos e os gigantes financeiros que processam os pagamentos.

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