
Com a entrada no novo ano, o foco não está apenas nos objetivos profissionais ou nas novidades tecnológicas, mas também na gestão do merecido descanso. O calendário de 2026 apresenta um cenário misto para os portugueses: embora existam menos feriados úteis em comparação com 2025, a disposição dos dias oferece várias oportunidades táticas para prolongar fins de semana e maximizar os dias de férias.
Ao todo, contamos com 13 feriados nacionais obrigatórios, aos quais se soma o Carnaval (facultativo) e as festividades municipais. A gestão inteligente destas datas será crucial para garantir pausas de qualidade ao longo do ano, especialmente para quem planeia viajar e precisa de estar atento aos radares da PSP ou a outras condições de circulação.
Os "cortes" no descanso e o arranque do ano
Uma das más notícias deste calendário reside na coincidência de datas importantes com o fim de semana. O feriado de 25 de Abril (Dia da Liberdade) e o de 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora) calham ambos a um sábado. Além disso, o dia 1 de novembro (Dia de Todos os Santos) será num domingo. Para quem trabalha em Lisboa, o cenário complica-se ligeiramente, visto que o Santo António, a 13 de junho, também coincide com um sábado.
No entanto, o ano arrancou com o pé direito. O dia 1 de janeiro, numa quinta-feira, permitiu a muitos a primeira ponte do ano. O mês de janeiro não oferece mais pausas, mas fevereiro traz o Carnaval no dia 17 (terça-feira). Embora não seja um feriado oficial por lei, a tolerância de ponto é comum em muitas empresas e serviços, possibilitando uma "miniférias" de quatro dias para quem conseguir assegurar a segunda-feira anterior.
Junho e a reta final do ano salvam o calendário
Após um mês de março sem feriados e uma Sexta-Feira Santa a 3 de abril, que garante o tradicional fim de semana prolongado, chegamos a maio. O Dia do Trabalhador, no dia 1, calha a uma sexta-feira, oferecendo mais três dias consecutivos de descanso.
Contudo, é em junho que residem as melhores oportunidades para esticar os dias de lazer. O Corpo de Deus celebra-se a 4 de junho (quinta-feira), um convite ideal para uma ponte. Logo na semana seguinte, o Dia de Portugal (10 de junho) calha a uma quarta-feira, o que permite "partir" a semana ou, para os mais ousados, ligar dias de férias. A norte, o São João (24 de junho) também será a uma quarta-feira, beneficiando quem celebra esta data municipal.
O verão segue-se longo, sem pausas em julho e setembro, mas o outono traz um alívio a 5 de outubro. A Implantação da República calha a uma segunda-feira, garantindo um fim de semana de três dias.
A grande compensação chega em dezembro. O calendário deste mês é particularmente generoso:
1 de dezembro (Restauração da Independência): Terça-feira.
8 de dezembro (Imaculada Conceição): Terça-feira.
25 de dezembro (Natal): Sexta-feira.
Esta configuração permite duas pontes consecutivas nas primeiras semanas do mês e um fim de semana prolongado no Natal, facilitando a logística para as festas e para a entrada no ano seguinte.










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