
Os planos da Google para o futuro dos seus sistemas operativos têm gerado bastante discussão, especialmente com os rumores sobre o lançamento do chamado "Aluminium OS". Esta nova aposta levantou inevitavelmente questões sobre o destino do atual ChromeOS, deixando muitos utilizadores receosos quanto a um possível descontinuamento. Para dissipar estas dúvidas, John Maletis, vice-presidente de Gestão de Produto do software, veio a público esclarecer a situação.
Numa sessão privada de perguntas e respostas, e segundo informações avançadas pelo Android Authority, o executivo da gigante tecnológica tranquilizou a comunidade, garantindo que o sistema atual não será abandonado. A base instalada de utilizadores é um fator decisivo para esta continuidade, uma vez que milhões de pessoas, desde o setor da educação ao empresarial, dependem diariamente desta plataforma.
Maletis sublinhou a importância desta estabilidade, afirmando que existem "milhões e milhões de estudantes, consumidores e funcionários" cuja produtividade depende do ecossistema criado com os Chromebooks. Para a Google, assegurar a continuidade da experiência e dos negócios é, portanto, uma prioridade absoluta.
Uma transição seletiva e condicionada pelo hardware
Ao contrário do que alguns rumores poderiam sugerir, a introdução do Aluminium OS não será feita de forma abrupta nem universal. A transição prevê-se lenta e altamente seletiva. O objetivo da empresa é garantir que a experiência de utilização permanece estável e fluida, o que impede uma substituição imediata do software em todos os equipamentos.
A principal razão para esta cautela prende-se com as exigências técnicas. O novo Aluminium OS requer recursos de hardware mais modernos para funcionar corretamente. Isto significa que os modelos de Chromebooks mais antigos teriam sérias dificuldades em executar o novo sistema operativo com a fluidez necessária. Assim, nem todos os dispositivos serão elegíveis para esta migração, mantendo-se no sistema atual.
Compromisso de suporte a longo prazo mantém-se
Para reforçar a confiança dos consumidores que possuem equipamentos que podem não receber o novo sistema, o executivo reafirmou o compromisso da marca com o suporte a longo prazo. A Google não pretende deixar os utilizadores de hardware atual "na mão".
Maletis recordou que, há alguns anos, a empresa estendeu o compromisso de atualizações automáticas para os Chromebooks de 7 para 10 anos. "Isso é algo muito, muito importante para nós", afirmou o responsável. Desta forma, mesmo com a evolução interna para novas plataformas como o Aluminium OS, a garantia de uma década de suporte para os dispositivos desde o seu lançamento mantém-se inalterada, assegurando a longevidade do investimento feito pelos utilizadores.










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