
A Microsoft continua a sua reestruturação interna profunda, desta vez afetando os benefícios de acesso à informação dos seus colaboradores. Após um período marcado por despedimentos em massa, onde cerca de 15.000 postos de trabalho foram eliminados no último ano, a gigante tecnológica decidiu cortar o acesso às suas bibliotecas corporativas e assinaturas de jornais, redirecionando o foco da aprendizagem interna para ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Cancelamento automático de contratos
A mudança de estratégia começou a ser implementada em novembro de 2025, momento em que a empresa iniciou o processo de cancelamento de subscrições de serviços de notícias e relatórios. Segundo as informações avançadas pela Firstpost, que cita comunicações internas, a equipa de gestão de fornecedores da empresa enviou notificações automáticas a diversas editoras, informando que os contratos existentes não seriam renovados após as respetivas datas de expiração.
Um dos cortes mais significativos foi o fim da relação de duas décadas com o Strategic News Service (SNS), uma publicação que fornecia relatórios globais a cerca de 220.000 funcionários da empresa. Numa mensagem dirigida aos utilizadores da tecnológica, a SNS confirmou ter recebido um anúncio automático indicando que todos os contratos de biblioteca, incluindo o seu relatório global considerado estratégico para muitos colaboradores, seriam desativados.
Ultimato para a transição para a IA
Esta medida é interpretada como parte de um movimento mais amplo liderado pelo CEO Satya Nadella, que visa transformar a cultura da empresa para uma abordagem totalmente centrada na IA. Relatos sugerem que foi dado um ultimato aos executivos seniores: ou alinham com esta nova visão focada na inteligência artificial, ou devem considerar a saída da empresa.
Embora a tecnológica tenha por hábito rodar as suas ofertas de biblioteca, a escala e a natureza destes cortes, combinadas com a ênfase na aprendizagem baseada em algoritmos, sinalizam uma mudança de paradigma. A empresa encontra-se num período de transição, não sendo ainda claro quais as subscrições digitais que poderão sobreviver a esta reestruturação focada na eficiência de custos e na modernização tecnológica.










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