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Call of Duty

A ambição da Microsoft de transformar o Game Pass no modelo de negócio dominante da indústria dos videojogos parece estar a cobrar um preço elevado a uma das suas joias da coroa. Menos de dois anos após a conclusão da aquisição da Activision Blizzard, a saga Call of Duty, avaliada em 35 mil milhões de dólares e famosa pelos seus lançamentos anuais estrondosos, dá sinais preocupantes de abrandamento comercial.

Embora a Microsoft não tenha divulgado publicamente os números de desempenho do recente Call of Duty: Black Ops 7, documentos legais revelam um cenário muito menos otimista do que o departamento de marketing faria crer.

Números que contradizem a narrativa oficial

A informação surge de uma fonte improvável: Bobby Kotick, o antigo CEO da Activision Blizzard. Em documentos submetidos no âmbito de um processo de ação coletiva em curso (Sjunde Ap-Fonden v. Activision Blizzard et al.), e citados pela TweakTown, Kotick afirma que as vendas da franquia em 2025 caíram uns impressionantes 60% em comparação com o ano anterior.

Esta afirmação contrasta fortemente com o tom de celebração pública da Microsoft aquando do lançamento de Black Ops 6, que foi apelidado como o "maior lançamento de sempre" da série. No entanto, a realidade de Black Ops 7 e o desempenho fiscal de 2025 parecem contar uma história diferente, com os resultados operacionais a ficarem muito abaixo das previsões internas da empresa.

O efeito Game Pass e a concorrência feroz

Kotick atribui este declínio acentuado a uma combinação de fatores, sendo o principal a mudança radical nos hábitos de consumo impulsionada pela inclusão do jogo no Game Pass. O serviço de subscrição, que oferece acesso imediato aos novos lançamentos por uma mensalidade reduzida, está a canibalizar as vendas tradicionais a retalho.

A lógica é simples: os jogadores habituados a pagar cerca de 15 euros por mês mostram-se muito menos propensos a desembolsar 70 ou 80 euros por um único título. Isto sugere que, embora a base de jogadores possa permanecer grande, a receita direta gerada por cópias vendidas está a evaporar-se.

Para além disso, dados da Sony oferecem um ponto de comparação externo raro, visto que a Microsoft deixou de partilhar métricas detalhadas. Na PlayStation Store, Black Ops 7 falhou a entrada no top 5 dos jogos mais descarregados de 2025, quebrando uma série de uma década em que a franquia liderava consistentemente as tabelas.

A par da questão do modelo de subscrição, Kotick aponta também para o regresso da concorrência intensa no género de first-person shooters, destacando títulos como Battlefield como rivais de peso que desafiam a antiga hegemonia da Activision no mercado. Resta agora saber se a estratégia da Microsoft de priorizar o envolvimento a longo prazo e as subscrições conseguirá, a longo prazo, compensar a perda das receitas imediatas dos sucessos de bilheteira.

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