1. TugaTech » Hardware » Noticias de Hardware
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

Grafica antiga da Asus

Estamos em 2026 e o mercado de placas gráficas continua a evoluir a uma velocidade estonteante. Com a chegada da nova geração de arquiteturas e tecnologias de inteligência artificial, seria de esperar que o hardware mais antigo tivesse desaparecido das prateleiras. No entanto, a GTX 1650 continua a ser uma presença constante nas configurações de muitos jogadores que procuram economia. Mas será que, perante os padrões atuais, esta placa ainda justifica o investimento?

Para quem está a planear o seu primeiro computador ou pretende abandonar os gráficos integrados sem gastar uma fortuna, esta questão é crucial. Vamos analisar se esta GPU de entrada ainda tem fôlego para os desafios de hoje ou se é apenas uma relíquia do passado.

O apelo do baixo custo num mercado de luxo

Em pleno 2026, a GTX 1650 assume-se inequivocamente como uma solução de entrada para orçamentos muito restritos. Embora a NVIDIA já tenha estabelecido a série RTX 50 no mercado, este modelo antigo permanece relevante para tarefas quotidianas e jogos que não exigem o máximo do hardware.

É fundamental alinhar as expectativas: estamos a falar de uma placa com 4 GB de memória VRAM que não possui hardware dedicado para Ray Tracing nem suporte para DLSS, as tecnologias que hoje definem a experiência visual moderna. No entanto, os seus trunfos continuam válidos para um nicho específico:

  • Eficiência energética: O seu consumo reduzido é ideal para fontes de alimentação mais modestas, muitas vezes dispensando cabos de energia extra.

  • Foco em 1080p: Continua a ser capaz de oferecer uma experiência fluida em resolução Full HD, desde que o utilizador ajuste as definições gráficas em títulos mais pesados.

  • Fiabilidade: A arquitetura, embora datada, beneficia de drivers maduros e estáveis.

Desempenho nos clássicos e eSports

A grande dúvida de quem procura esta placa prende-se com a sua capacidade real em jogo. A resposta é positiva, mas depende inteiramente do tipo de software que pretende executar. O cenário competitivo continua a ser o "habitat natural" da GTX 1650.

Em títulos de eSports como Valorant e League of Legends, a placa consegue entregar taxas de quadros acima dos 120 FPS em configurações competitivas, garantindo a fluidez necessária. Mesmo no Counter-Strike 2, é possível manter uma média confortável entre 60 e 100 FPS em Full HD, ajustando os detalhes para médio ou baixo.

Outra questão recorrente é a capacidade de correr jogos de mundo aberto mais antigos, como o eterno GTA V. Graças à otimização do jogo e à eficiência da placa em ambiente DirectX 11, é possível jogar com texturas em níveis médios ou altos sem esgotar a memória de vídeo, mantendo a estabilidade acima dos 60 FPS. É uma porta de entrada viável para o universo do PC gaming sem a necessidade de sistemas de refrigeração complexos.

O salto geracional: RTX 4060 e a nova RTX 5050

Apesar da competência da GTX 1650 em cenários específicos, a falta de tecnologias modernas de reconstrução de imagem é um fator limitante em 2026. Para quem tem alguma margem orçamental, o salto para as gerações mais recentes não traz apenas "força bruta", mas sim inteligência.

Se o orçamento permitir esticar a corda, existem duas alternativas principais que dominam o segmento de entrada atual:

  • GeForce RTX 4060: Baseada na arquitetura Ada Lovelace, esta placa oferece suporte ao DLSS 3 e ao Gerador de Quadros, duplicando a fluidez em jogos compatíveis.

  • GeForce RTX 5050: A nova opção de entrada de 2026, baseada na arquitetura Blackwell. Destaca-se pela eficiência energética superior, suporte a Ray Tracing de última geração e acesso ao novo DLSS 4.

Enquanto a 4060 foca no desempenho bruto e fluidez imediata, a RTX 5050 apresenta-se como a escolha mais moderna e preparada para o futuro, garantindo acesso às inovações mais recentes da marca.

O trunfo secreto: FSR

Para quem decide manter-se ou adquirir a GTX 1650, a ausência de DLSS não significa o fim da linha no que toca a tecnologias de "upscaling". A solução passa pela concorrência: o FSR (FidelityFX Super Resolution) da AMD.

Esta tecnologia, que é compatível com placas da NVIDIA, permite renderizar o jogo numa resolução inferior (aliviando a carga sobre a GPU) e melhorar a imagem final para a resolução do monitor. Em títulos mais pesados, ativar o FSR no modo "Qualidade" pode ser a diferença entre um jogo "lento" e uma experiência "jogável", permitindo estender a vida útil desta placa veterana por mais algum tempo.

Em suma, a GTX 1650 continua a valer a pena em 2026 apenas para quem tem um orçamento estritamente limitado e foca a sua atenção em jogos competitivos leves. Para quem procura longevidade e gráficos de ponta, as séries RTX 40 e 50 são o caminho a seguir.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech