
A espera está quase a terminar. Estamos a menos de duas semanas da data prevista para a revelação dos novos modelos MacBook Pro equipados com os processadores M5 Pro e M5 Max. Enquanto a comunidade tecnológica aguarda o anúncio oficial, as projeções de desempenho baseadas nos saltos geracionais anteriores sugerem que a Apple pode estar prestes a redefinir o conceito de potência em computadores portáteis, com números que prometem deixar a concorrência em sentido.
As estimativas, que resultam da extrapolação das diferenças de performance entre o M4 base e as suas variantes mais poderosas, indicam que o futuro topo de gama da marca da maçã não será apenas uma atualização incremental. Estamos a falar de pontuações que podem colocar um portátil no mesmo patamar de workstations de secretária de alto desempenho.
Números que desafiam desktops
Segundo uma análise recente, ao aplicar a lógica de evolução do M4 para o novo M5, os resultados esperados para o M5 Max são, no mínimo, impressionantes. As projeções apontam para uma pontuação de núcleo único no Geekbench a rondar os 4.500 pontos. No entanto, é no desempenho multi-core que a situação se torna verdadeiramente séria: espera-se uma pontuação superior a 31.000. Para colocar isto em perspetiva, estes valores colocam o chip da Apple na mesma liga que os processadores AMD Threadripper de 64 núcleos, habitualmente reservados para máquinas de trabalho pesado.
No campo gráfico, a evolução parece ser igualmente agressiva. Estima-se que o M5 Max, com os seus 40 núcleos de GPU, possa ser o primeiro processador gráfico da empresa a ultrapassar a barreira dos 250.000 pontos no teste de computação do Geekbench 6. Este feito é notável quando consideramos que o M3 Ultra, com o dobro dos núcleos (80), ficou ligeiramente abaixo desta marca. Atingir este nível de performance com metade dos núcleos em apenas duas gerações demonstra um ritmo de inovação difícil de acompanhar.
Se olharmos para o desempenho em jogos e renderização, os testes sugerem que o M5 Max estará no mesmo território que a versão para portáteis da GeForce RTX 4070 da NVIDIA, uma placa gráfica amplamente respeitada pela comunidade gamer pelo seu equilíbrio entre potência e valor. Já o chip base e a versão Pro não ficam muito atrás, com estimativas a apontar para uma performance superior à da RTX 4050.
Uma nova arquitetura modular?
Além da força bruta, a arquitetura interna destes novos processadores pode trazer mudanças fundamentais na forma como os componentes são organizados. Informações avançadas pelo analista Ming-Chi Kuo sugerem que a gigante de Cupertino vai tirar partido do processo de empacotamento mais recente da TSMC, conhecido como SoIC-mH.
Esta tecnologia poderá permitir separar a CPU da GPU, abrindo a porta a configurações muito mais flexíveis do que as que conhecemos atualmente. A análise da Macworld especula que esta mudança poderá permitir aos utilizadores escolherem um equilíbrio diferente de componentes.
Embora seja improvável que a marca permita uma personalização total, poderemos ver opções que favorecem cargas de trabalho específicas. Imagine poder comprar um M5 Pro ou Max com mais núcleos de GPU e menos de CPU, caso o seu fluxo de trabalho dependa mais de renderização gráfica do que de processamento central. Ainda não é uma certeza, mas a tecnologia para o permitir parece estar finalmente pronta.












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