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O arranque de 2026 está a revelar-se um verdadeiro pesadelo para a fabricante de Elon Musk no continente europeu. Os primeiros dados de registo de automóveis relativos a janeiro acabam de chegar e indicam que a "queda a pique" da Tesla não mostra sinais de abrandamento. Nos cinco principais mercados que já reportaram os seus números, as vendas da marca caíram uns impressionantes 44% em comparação com o mesmo período do ano passado, prolongando uma tendência negativa que já dura há mais de dois anos.

Segundo os dados compilados e analisados pelo portal Electrek, este cenário negro é visível de forma transversal, com quebras históricas em mercados que outrora lideravam a adoção elétrica.

Um colapso generalizado nos principais mercados

Os números de janeiro de 2026 pintam um quadro sombrio para a gigante norte-americana. Na Noruega, que foi o segundo maior mercado da Tesla na Europa em 2025, as vendas sofreram um colapso de 88%, caindo de 689 unidades para apenas 83. Embora parte desta queda abrupta se deva ao fim da maioria dos incentivos aos veículos elétricos (VE) no país a 1 de janeiro de 2026 — o que levou a uma antecipação de compras no final de 2025 —, a magnitude do tombo apanhou muitos analistas de surpresa.

No entanto, a Tesla não pode usar a mesma desculpa noutros territórios. Nos Países Baixos, as vendas afundaram quase 67%, e em França a quebra foi de 42%, descendo de 1.140 unidades para apenas 661.

Mesmo os ligeiros ganhos registados na Suécia (+26,4%) e na Dinamarca (+3,2%) são enganadores, pois comparam com um janeiro de 2025 que já tinha sido extremamente fraco. No caso da Suécia, os números atuais continuam 29% abaixo dos registados em janeiro de 2024. No total destes cinco mercados, a marca registou apenas 2.021 veículos, contra 3.605 no ano anterior.

Três anos consecutivos de declínio

Este arranque desastroso não é um caso isolado, mas sim a continuação de uma tendência preocupante. Os resultados totais de 2025 na Europa já tinham sido dramáticos, com as matrículas a caírem 27,8% (235.000 unidades) face a 2024. Se recuarmos mais um ano, 2024 já tinha registado uma quebra de cerca de 10% em relação a 2023.

Estamos, portanto, perante três anos consecutivos de perdas de quota de mercado, com a agravante de o ritmo de queda estar a acelerar:

  • 2023 para 2024: Queda de ~10%

  • 2024 para 2025: Queda de 27,8%

  • 2025 para janeiro de 2026: Queda de 43,9%

As razões por trás da crise

Vários fatores estão a criar uma "tempestade perfeita" para a empresa. O primeiro é a fadiga do produto: o Model Y, o carro-chefe da marca, tem já mais de quatro anos na sua forma atual, sem renovações significativas que atraiam novos compradores.

A isto soma-se a concorrência agressiva, especialmente vinda da China. Fabricantes como a BYD e a Volkswagen têm inundado o mercado com alternativas mais recentes e, muitas vezes, mais acessíveis. Nos Países Baixos, por exemplo, a Tesla caiu da posição de liderança para o quinto lugar nas marcas de VE em janeiro.

Por fim, a imagem da marca sofreu danos consideráveis. As atividades políticas e comentários de Elon Musk têm sido particularmente tóxicos nos mercados europeus, alienando uma base de clientes ambientalmente consciente que, historicamente, constituía o núcleo demográfico da Tesla. Com a alteração e redução de incentivos em vários países, o preço mais elevado dos modelos americanos torna-os ainda mais vulneráveis face aos rivais focados no segmento qualidade-preço.

Restam agora os dados da Alemanha, o maior mercado europeu da marca, que serão divulgados na próxima semana. Considerando que as vendas alemãs caíram 48% apenas em 2025, as perspetivas não são animadoras.




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