
A Siemens iniciou o ano fiscal de 2026 com um desempenho financeiro robusto, reportando um lucro líquido de 2.200 milhões de euros no seu primeiro trimestre. Embora este valor represente uma descida face aos 3.900 milhões registados no período homólogo — que haviam sido impulsionados pela venda da unidade Innomotics — a empresa mantém uma trajetória sólida de crescimento nos seus setores estratégicos.
Resultados sólidos e encomendas em níveis recorde
De acordo com o balanço apresentado pela Siemens, o volume de encomendas registou um aumento de 10% numa base comparável, fixando-se nos 21.400 milhões de euros. Este dinamismo permitiu que a carteira de encomendas em mão atingisse o valor histórico de 120.000 milhões de euros, o que garante uma excelente visibilidade de negócio para o futuro próximo.
A faturação do grupo também acompanhou esta tendência positiva, com as receitas a crescerem 8% em todos os segmentos industriais, totalizando 19.100 milhões de euros. Perante este arranque de ano positivo, a administração decidiu rever em alta as perspetivas de lucro por ação para o exercício de 2026, projetando agora um intervalo entre os 10,7 e os 11,1 euros. Além disso, os acionistas votam hoje a distribuição de um dividendo de 5,35 euros relativo ao ano anterior, reforçando a política de remuneração progressiva da companhia.
Inteligência artificial como motor de crescimento industrial
Um dos grandes pilares desta performance continua a ser a aposta na tecnologia avançada e na digitalização dos processos. Roland Busch, CEO da multinacional alemã, sublinhou que a IA industrial é atualmente um motor de crescimento vital. A integração destas ferramentas no design e nas operações diárias está a permitir criar valor mensurável para os clientes em todo o mundo.
O diretor financeiro da empresa, Ralf P. Thomas, destacou igualmente a elevada rentabilidade operacional e a continuidade do programa de recompra de ações, que visa beneficiar os investidores de forma consistente. No que toca ao fluxo de caixa livre, a Siemens gerou 677 milhões de euros no primeiro trimestre, um resultado considerado sazonalmente forte e que demonstra a saúde financeira do grupo para enfrentar os desafios de 2026.










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