
Mesmo com os aumentos de preços observados recentemente, o interesse pelas plataformas de streaming não mostra sinais de abrandamento. Na verdade, os números indicam exatamente o oposto: um novo máximo histórico de utilização.
De acordo com o BStream (Barómetro de Plataformas de Streaming), um estudo conduzido pela Marktest, o consumo destes serviços atingiu números recorde entre setembro e dezembro de 2025. Os dados revelam que 4,6 milhões de residentes em Portugal, com mais de 15 anos, consomem conteúdos através destas plataformas. Isto traduz-se em 53,3% da população nacional inserida nesta faixa etária.
Comparando com o mesmo período do ano anterior, regista-se um crescimento de 1,2 pontos percentuais, o que significa que mais 107 mil utilizadores passaram a usar ativamente estes catálogos de entretenimento.
O consumo diário ganha terreno
Além de haver mais pessoas a consumir, a frequência de utilização também aumentou. O estudo indica que 41,7% dos utilizadores acedem às plataformas todos ou quase todos os dias, demonstrando que estas se tornaram parte essencial da rotina.
No que diz respeito a subscrições, o cenário também é de crescimento. O número de residentes que paga ativamente por este tipo de serviços situou-se nos 43,1% no último quadrimestre de 2025, o que representa um aumento de 2,1 pontos percentuais face ao período homólogo.
Quantas subscrições estão ativas por utilizador?
Apesar da vasta oferta de mercado, a grande maioria dos subscritores opta pela contenção nas despesas. Quase metade dos utilizadores pagantes (46,6%) mantém apenas uma plataforma ativa em casa.
Ainda assim, nota-se uma subida no grupo de utilizadores que acumula vários serviços: as pessoas que subscrevem três plataformas diferentes cresceram 1,3 pontos percentuais, chegando aos 14,7%. Já a fatia de subscritores que detém quatro serviços em simultâneo aumentou um ponto percentual, fixando-se nos 8%.
Por outro lado, a vontade de adicionar novos serviços à despesa mensal sofreu um ligeiro recuo. A intenção de subscrever uma nova plataforma nos próximos meses desceu 0,7 pontos percentuais em comparação com o ano anterior, fixando-se agora nos 7,2%.










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